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Alagoas

Ao Vivo: Julgamento do caso Ceci Cunha pode terminar nesta terça, 17

Talvane Albuquerque deve depor ainda hoje

Teve início na manhã desta segunda-feira, 16 de janeiro, o julgamento dos acusados de assassinar a médica e deputada arapiraquense Ceci Cunha, seu marido e mais duas pessoas da família. A previsão inicial era de que o julgamento se estendesse até quarta-feira, 18 de janeiro, no entanto, com a dispensa de algumas testemunhas, pode terminar ainda nesta terça-feira, 17.

Após ouvir o depoimento de diversas testemunhas arroladas pela defesa e acusação do caso Ceci Cunha, o juiz André Tobias Granja, começou a interrogar os réus do processo. O primeiro a ser ouvido foi o mototaxista José Alexandre dos Santos, que nega participação no crime, ocorrido na noite de 16 de dezembro de 1998, e que ficou conhecido em todo o país como a ‘Chacina da Gruta’.

José Alexandre contou que no dia do crime estava no município de Arapiraca e que só ficou sabendo do ocorrido por terceiros. O acusado disse também que na época do crime chegou a confessar que tinha participado da chacina porque tinha sido torturado por policiais federais que, segundo ele, apontaram um revolver para sua cabeça e mandaram que ele confessasse o crime diante de uma câmera.

O réu encerrou seu depoimento dizendo que nenhum dos depoimentos que concedeu anteriormente são verdadeiros e que era inocente “Não vou admitir ser bucha de canhão para ninguém. Se me condenarem, estarão condenando um inocente. Sou inocente”, declarou o acusado que chegou a chorar e jurar por Deus durante o depoimento.

Em outra fase do julgamento o que chamou a atenção foi o depoimento da psicóloga Claudinete Maranhão, irmã de Ceci Cunha. A depoente reconheceu o assessor parlamentar do ex-deputado Talvane Albuquerque, Jadielson Barbosa da Silva, com um dos homens que atiraram contra sua família.

Claudinete Maranhão estava de resguardo na casa onde tudo aconteceu, mas conseguiu se esconder ao ouvir os primeiros tiros. A testemunha contou que após constatar o que tinha acontecido procurou obter socorro para as vítimas que tiveram morte instantânea.

Um dos depoimentos mais esperados para este segundo dia do julgamento é o do ex-deputado Talvane Albuquerque, apontando como autor intelectual do crime. O acusado nega participação na chacina e diz que tudo não passa de uma armação política para prejudicá-lo. A defesa do ex-parlamentar deverá citar durante o julgamento nomes conhecidos da política alagoana.

Uma das perguntas que deverá ser feita pelo juiz André Granja a Talvane, é sobre o possível encontro do parlamentar com o pistoleiro conhecido como “Chapéu de Couro”, em Juazeiro do Norte. O encontro foi confirmado por outros acusados pelo crime.

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