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Alagoas

Juizado articula fluxo de proteção após término de medida protetiva

O 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Maceió reuniu, nesta segunda-feira (27), representantes dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e dos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS) para consolidar o fluxo de atendimento do projeto Laços de Proteção.

A iniciativa busca proteger mulheres vítimas de violência que possuem filhos de até 12 anos, no momento em que a medida protetiva é encerrada, garantindo acompanhamento familiar com escuta ativa, orientação e apoio emocional e técnico.

Idealizado em outubro de 2025 pela juíza Soraya Maranhão, titular do 1º Juizado, o projeto prevê a articulação com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, Primeira Infância e Segurança Alimentar (Semdes).

O fluxo foi construído conjuntamente pela equipe multidisciplinar do 1º Juizado e pelas coordenações dos CRAS e CREAS. Segundo a juíza, as instituições vêm discutindo o aprimoramento do atendimento desde o fim de 2025.

“O Judiciário é protagonista na interlocução com a rede, buscando uma proteção efetiva para a mulher”, destacou a magistrada. A proposta é assegurar que as vítimas sejam acompanhadas de forma articulada pelos órgãos do Sistema de Justiça, da assistência social e da saúde.

O projeto prevê visitas domiciliares às mulheres que solicitam a revogação de medidas protetivas. O acompanhamento permitirá que as equipes avaliem a situação familiar e identifiquem eventuais fatores de risco ou necessidades de atendimento.

“Buscamos prevenir novas violências, fortalecer as mulheres e oferecer todo o apoio necessário para a inclusão nos diversos serviços assistenciais e de saúde”, explicou Soraya Maranhão.

Assessoria