A história da Justiça de Alagoas ganhou um espaço dedicado à preservação de sua memória e à aproximação com a sociedade. À frente dessa iniciativa está o juiz de direito Claudemiro Avelino, magistrado que tem uma ligação especial com Penedo, onde atuou por muitos anos e construiu parte importante de sua trajetória profissional.
Foi justamente a preocupação em resgatar a história do Judiciário alagoano que levou o magistrado a reunir documentos, objetos, peças antigas e registros encontrados em comarcas e cartórios do estado. O material deu origem ao Centro de Cultura e Memória do Tribunal de Justiça de Alagoas, instalado no histórico Palácio da Justiça, na Praça Deodoro, em Maceió.
Entre as atrações está a exposição “Memórias em Circulação”, que apresenta a evolução do dinheiro ao longo dos séculos. O acervo reúne moedas de diferentes períodos e dos cinco continentes, permitindo ao visitante conhecer como diferentes civilizações utilizaram a moeda nas relações comerciais e na organização da sociedade.
A exposição foi organizada por temas, incluindo peças que trazem representações de animais, elementos arquitetônicos e aspectos ligados à religião. A proposta é mostrar que, além do valor econômico, as moedas também carregam informações sobre os povos e as sociedades que as produziram.
Criado há cinco anos, o Centro de Cultura e Memória passou a ocupar um espaço reformado e adaptado para receber visitantes, preservando as características históricas do Palácio da Justiça. O local já recebeu reconhecimento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e foi premiado em duas categorias relacionadas ao patrimônio cultural: arquitetônica e museológica.
Para Claudemiro Avelino, porém, o principal objetivo vai além de guardar objetos antigos. A intenção é fazer com que a população conheça a trajetória do Judiciário e compreenda melhor a relação entre Justiça e sociedade.
“O que a gente quer é que o museu cumpra o seu papel social, que é essa interatividade com o povo, com as pessoas, com a sociedade.”
A ligação do magistrado com Penedo dá um significado ainda mais especial à iniciativa para a região do Baixo São Francisco. Durante os anos em que esteve à frente da comarca, Claudemiro Avelino participou da vida jurídica e institucional do município, deixando sua marca na comunidade.
O Centro de Cultura e Memória funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h, e novas exposições já estão sendo preparadas. A proposta é manter o acervo em movimento, permitindo que diferentes gerações tenham acesso à história da Justiça alagoana.

