Jackson Willams diz que todo dia pensa no que fez
O jovem Jackson Willams Felix Gomes da Silva, 19 anos de idade, preso acusado de ter assassinado e enterrado o próprio pai, conversou pela primeira vez com a imprensa na tarde desta terça-feira, 04 de abril, e revelou detalhes sobre o crime que foi registrado em fevereiro de 2011, na capital Maceió.
A entrevista com o reeducando aconteceu na Central de Polícia horas depois dele ter sido flagrado com um tablet e um modem dentro do Sistema Prisional, local em que há oito meses aguarda julgamento. Desde quando foi preso, o jovem se recusou a conversar com a imprensa, mas nessa oportunidade resolveu contar como matou seu pai, o músico Antônio Jorge.
De acordo com Jackson Willams, a relação com a vítima sempre foi muito complicada e marcada por agressões e ameaças frequentes a sua mãe. Segundo o jovem, Antônio Jorge o agredia desde quando ele tinha quatro anos de idade e não o deixava sair para brincar e nem fazer outro tipo de atividade que não fosse escola e trabalho. “Nem arrumar uma namorada eu podia”, confessou.
O jovem declarou ainda durante a entrevista, que nunca havia consumido nenhum tipo de droga ou de bebida e que nunca revidou as agressões do pai, que já teria até jogado gasolina em seu corpo e ameaçado tocar fogo. “Até de facãozada eu cheguei a apanhar, todos os meus vizinho sabem disso. Estou arrependido do que fiz, mas sofri muito”, acrescentou.
Quanto ao dia do assassinato, o acusado contou emocionado que seu pai tinha saído para assassinar um homem que lhe devia dinheiro, mas por não ter obtido êxito, voltou enfurecido para casa e começou a o agredir. “Após apanhar muito, peguei a arma dele e efetuei dois disparos, mas não sei quantos pegou nele”, complementou Jackson Willams.
Ao final da entrevista o jovem declarou que não teve ajuda de ninguém para enterrar o corpo do pai no quintal da residência da família e que pensa todos os dias no que fez. “Estou muito arrependido do que fiz. Não sou esse monstro que estão dizendo lá fora”, finalizou o reeducando que montou um coral dentro do presídio.
