Fabiano da Silva Rocha, Luís Fernando Gonçalves, Anderson da Silva Lima e Thiago Anderson Lima da Silva
A Polícia Civil de Alagoas divulgou durante entrevista coletiva, na tarde desta terça-feira (22), que o professor Daniel Thiele, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), e o casal baleado no bairro Santo Eduardo, em Maceió, foram vítimas de integrantes da mesma organização criminosa. Os crimes aconteceram em outubro deste ano.
De acordo com as informações sobre o caso, tráfico de drogas, homicídios, assaltos e roubos de veículos são alguns dos crimes cometidos pelos suspeitos que integram a quadrilha. Quatro deles foram presos pelo assassinato do professor, sendo que um também tem participação no assalto ao casal no Santo Eduardo.
Segundo o delegado Felipe Caldas, responsável pelas investigações, o professor universitário foi vítima de um crime de latrocínio. Foram presos: Thiago Anderson Lima da Silva, 30 anos, Anderson da Silva Lima, 29 anos, Fabiano da Silva Rocha, 27 anos, e Luís Fernando Gonçalves, 24 anos.
O titular da Antissequestro informou que através da análise das câmeras de segurança foi possível verificar que Thiago e Anderson da Silva seguiram o carro do professor universitário, e em um determinado momento da rodovia, anunciaram o assalto. Em seguida, Daniel Thiele foi conduzido pelos assaltantes para um canavial na cidade de Rio Largo, onde ele foi executado. De acordo com as investigações, Anderson é apontado como autor do disparo que vitimou o professor.
Os acusados contaram com o apoio de Luís Fernando e Fabiano, que se deslocaram para o local do crime em uma moto e participaram da ação delituosa. Os envolvidos após atearem fogo no corpo e no carro do professor fugiram do local levando o jogo de roda do automóvel e o celular da vítima.
“Localizamos o material roubado através de um anúncio de venda, e iniciamos as diligências para identificar os envolvidos. Através de um trabalho de reconhecimento fotográfico foi possível chegar aos acusados”, explicou o delegado Felipe.
O jogo de rodas comprado pelo professor no valor de R$ 7 mil havia sido repassado por R$ 1 mil, e estava sendo revendido pela quantia de R$ 1.500. “A diferença de preço exorbitante nos chamou a atenção”, disse o delegado.
Além dos quatro acusados, uma quinta pessoa também teria participado no crime, mas a polícia continua os trabalhos para localizá-la. Os acusados serão indiciados pelos crimes de latrocínio, ocultação de cadáver e organização criminosa.
