Com o intuito reduzir o impacto causado pela crise na rede municipal de saúde, os gestores do Hospital de Urgência de Sergipe traçaram um Plano de Contingência para não comprometer os trabalhos das equipes assistenciais do hospital. Um novo espaço, repleto de poltronas, foi criado na área azul, que atende pacientes de baixa complexidade, com a finalidade de agilizar a demanda de atendimentos, além de oferecer maior conforto ao usuário do Sistema Único de Saúde (SUS).
Para o coordenador do Pronto Socorro (OS) no Huse, Vinícius Vilela, a prioridade é organizar o fluxo desses pacientes, para que não esperem tanto pelo atendimento. “Não vamos montar a tenda. Temos uma equipe especial preparada para atender esse fluxo da porta. Com isso, reduzimos o tempo de espera e organizamos o fluxo. A maior demanda é a baixa complexidade, por isso estamos nos preparando com equipes e escalas. Estamos nos preparando também para as festas de final de ano. Peço a compreensão de todos, mas o Huse, mais uma vez, vai dar conta do recado”, afirmou.
Uma equipe de profissionais trabalha empenhada em oferecer o melhor nesses atendimentos. O clínico geral da Área Azul, Nilson Eron, parabenizou a gestão pela ideia que, segundo ele, foi muito inteligente e bem acolhida pelos médicos. Uma iniciativa que reflete na resolutividade dos casos que chegam ao Hospital.
“Espaço muito bem elaborado, aumentando a capacidade de atendimento. Foi uma solução simples e que causa um grande impacto. A gente pode admitir mais pacientes e mais altas médicas podem acontecer. Esse espaço foi criado em função da experiência que nós tivemos recentemente com a tenda, que deu muito certo. Toda aquela dinâmica e apoio da direção da unidade foi refletida aqui dentro”, parabenizou.
Para se ter uma ideia, de 06 a 14 deste mês, foram contabilizados 5.000 atendimentos no Huse. Desse total, 1.800 foram destinados para a Área Azul, sendo que 1.600 foram considerados de baixa complexidade, ficando apenas 190 usuários internados para novos tratamentos, exames e medicações.
O aposentado José Carlos Mota, 69, não se sentiu bem e procurou atendimento na UPA Zona Norte, mas foi encaminhado ao Huse. O paciente já está com o tratamento com soroterapia, exames e aguardando alta médica. “Estão brincando com a saúde do nosso município. Tanto que a gente paga os nossos impostos e quando precisa é uma humilhação. O Huse está superlotado, mas atendendo da melhor forma possível”, afirmou.
A costureira Maria Clara Silva, 42, peregrinou no posto de saúde do bairro e nem foi em outro porque assistiu na televisão que não estava funcionando. “Eu nem dei minha viagem perdida para outras unidades, vim direto ao Huse, porque sei que vou ter o meu problema resolvido. Estou com uma dor de cabeça insuportável e tenho certeza que vou ser bem atendida aqui”, disse.
O novo espaço é uma retaguarda dos atendimentos rápidos, característicos dos postos de saúde, como hidratação, soro, medicação, aplicação de aerosol, etc. Médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem estão trabalhando para não sobrecarregar as equipes do internamento.
