Defensoria Pública vai pedir exumação do corpo enterrado 'por engano'
O Hospital Universitário Professor Alberto Nunes (HUPAA), em Maceió, trocou os corpos de dois bebês que nasceram mortos, gerando uma grande confusão que acabou parando nas mãos da Defensoria Pública de Alagoas, que deve entrar com uma ação judicial para que o caso seja esclarecido.
Após a troca, um funcionário do hospital entregou os corpos a seus familiares para que fossem sepultados. Um parente de uma das crianças percebeu o erro e procurou a unidade, mas a outra família já havia sepultado a criança errada.
Tudo começou na última sexta-feira, 24, quando a dona de casa Jerlane da Silva, 21 anos, deu à luz a uma menina que recebeu o nome de Ana Clara da Silva Pereira dos Santos. Um dia depois, a criança entrou em óbito e, ao tentar sepultar o corpo, a mãe foi informada que o hospital não havia encontrado o cadáver, momento em que ela percebeu que algo de errado teria acontecido.
A outra criança envolvida era um menino, chamado de Gabriel Gomes de Mendonça. Ele também morreu logo após o parto. Depois que o corpo foi sepultado no município de União dos Palmares, os familiares do garoto foram informados que, na verdade, o corpo enterrado era de Ana Clara e não do garoto.
Revoltado, Izael Carlos Silva de Mendonça, 30 anos, pai de Gabriel, declarou que foi ao hospital com um caixão e recebeu o corpo do filho de um funcionário. Ele disse também que não sabe ler, por isso nem olhou a documentação entregue pelo HU, e que só olhou o corpo ao chegar em União dos Palmares, mas que mesmo assim não desconfiou do erro.
Em nota, o Hospital Universitário lamentou o ocorrido e afirmou que já está realizando uma apuração preliminar na unidade.
Leia a nota, na íntegra, abaixo:
Sobre a troca de corpos de dois bebês natimortos, no Hospital Universitário Professor Alberto Antunes, a instituição informa que lamenta o ocorrido e que já está realizando investigação preliminar interna.
O Hospital Universitário reforça que possui um procedimento operacional padrão, que determina e orienta como se dão a identificação dos corpos e a liberação para os serviços de verificação de óbito.
A unidade ainda ressalta que não irá medir esforços para continuar a dar assistência aos familiares, prestar todos os esclarecimentos necessários e ainda verificar a necessidade de adequação dos processos internos adotados no hospital.
