Após mais de três meses suspensas por causa da pandemia de covid-19, os hospitais do Rio de Janeiro começam a retomar as cirurgias eletivas, que são aquelas agendadas e sem urgência.
Na cidade do Rio, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) começou há dez dias a desmobilizar os leitos reservados para o tratamento de pacientes com covid-19 em hospitais gerais. Os hospitais de referência para a doença, Ronaldo Gazzola e Hospital de Campanha do Riocentro, não tiveram alteração, mantendo 180 e 400 leitos, respectivamente.
A secretária de Saúde, Beatriz Busch, disse que foram devolvidos 122 leitos para a retomada das cirurgias de pacientes que aguardam em filas internas nos hospitais da rede.
“O nosso plano de contingência previu quatro ondas de abertura de leitos. Na quarta onda, nós previmos a conversão dos leitos cirúrgicos dos hospitais. Como as cirurgias eletivas pararam, acabamos convertendo 413 leitos de cirurgia para clínica médica. No dia 26 de junho devolvemos aos hospitais 122 leitos desses 413 convertidos”, argumentou.
Segundo a secretaria, a estimativa é que entre abril e maio deste ano tenham deixado de ser feitas 2.700 cirurgias eletivas. Nos mesmos meses de 2019, o total foi de 2.728.
Informou também que o número de internações por covid-19 está caindo na cidade e não há fila de espera no sistema de regulação. Atualmente, a rede municipal tem 1.130 leitos exclusivos para pacientes com coronavírus, sendo 248 de UTI – Unidade de Terapia Intensiva. A taxa de ocupação desses leitos na rede SUS – Sistema Único de Saúde – está em 70% para UTI e em 36% nos leitos de enfermaria.
