O chamado pé-diabético é causado por infecções ou problemas na circulação nos membros inferiores. Úlceras, isquemia e trombose podem ocorrer quando as taxas de glicose permanecem altas e, se não forem tratadas a tempo, levar à amputação do membro.
Para orientar a população sobre os cuidados com os pés, uma equipe multiprofissional do Hospital Geral do Estado (HGE), composta por médicos vasculares, ortopedistas, enfermeiros, nutricionistas e educadores físicos, fará atendimento, neste sábado (12), das 14h às 18h, em frente ao cinema do Maceió Shopping, no bairro Mangabeiras, em Maceió.
A intenção é esclarecer as dúvidas mais comuns sobre as complicações com o inadequado controle da diabetes e indicar o tratamento mais eficaz. Aferição de pressão, teste de glicemia, avaliação médica, palestras e panfletos educativos serão ofertados na ocasião. O evento é uma parceria do HGE, a Endovasc e Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV-AL).
De acordo com o cirurgião vascular, Cézar Ronaldo Alves, a Unidade de Cirurgia Vascular e Endovascular do HGE realiza, em média, 350 cirurgias por mês. Destas, cerca de 90% são em pacientes diabéticos e que já tiveram algum tipo de lesão nos pés.
“Queremos evitar que os pacientes cheguem à unidade hospitalar já com os membros comprometidos. Esta ação é fundamental para informar a sociedade sobre os cuidados adequados para evitar a perda de membros do corpo”, salientou Cézar Ronaldo Alves.
Josué Medeiros, cirurgião vascular do hospital e um dos organizadores da ação, explicou que o pé diabético acontece quando a circulação sanguínea é deficiente e os níveis de glicemia são mal controlados.
“Qualquer ferimento nos pés deve ser tratado rapidamente para evitar complicações que possam levar à amputação do membro. É preciso ficar atento a ardor e dormências”, completou, ressaltando que o pé diabético é uma das complicações mais comuns do inadequado controle da diabetes.
