A Guarda Municipal de Aracaju (GMA), vinculada à Secretaria de Segurança e Cidadania (SSM/AJU), participou, nesta quarta-feira, 2, do Dia C de Capacitação, mobilização nacional promovida pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp/MJSP), por meio do Comitê de Governança das Políticas de Segurança Pública voltadas à Prevenção e ao Enfrentamento da Violência contra Mulheres e Meninas (CGV-Mulheres).
A ação ocorre simultaneamente em quase 100 locais de capacitação, distribuídos entre as 27 capitais e 70 cidades do interior, e reúne mais de 7 mil profissionais de segurança pública. Participam da mobilização integrantes das Polícias Civis, Militares, Penais e Científicas, dos Corpos de Bombeiros, das Guardas Municipais e das Perícias.
Em Aracaju, integrantes da GMA, especialmente da Patrulha Maria da Penha, participam da atividade. A unidade é especializada no acompanhamento e na proteção de mulheres em situação de violência e atua de forma preventiva para evitar a reincidência das agressões e o agravamento dos casos.
A capacitação aborda temas como perspectiva de gênero na atuação da segurança pública, medidas protetivas de urgência e avaliação de risco. A proposta é qualificar o atendimento prestado pelos profissionais e fortalecer a atuação integrada da rede de proteção às mulheres.
Para a promotora de Justiça de Sergipe, Verônica Lazar, oferecer um atendimento com perspectiva de gênero significa compreender que a violência contra a mulher possui características próprias e que esse aspecto precisa ser considerado desde o primeiro contato.
“É saber ouvir, acolher e compreender aquela situação sem colocar a culpa na vítima ou fazer com que ela tenha que repetir várias vezes uma experiência que já foi difícil. Um atendimento preparado pode fazer muita diferença para que essa mulher se sinta segura para buscar ajuda”, comenta.
Na Guarda Municipal de Aracaju, esse preparo está diretamente relacionado ao trabalho desenvolvido pela Patrulha Maria da Penha. Segundo a subinspetora e coordenadora do grupamento, Sabrina Smith, a atuação da equipe vai além do atendimento a ocorrências e envolve o acompanhamento contínuo das mulheres que estão sob proteção.
“A Patrulha Maria da Penha faz um trabalho muito próximo dessas mulheres. A gente acompanha, realiza visitas, verifica como está a situação, orienta e procura identificar qualquer mudança que possa representar um risco. É um trabalho preventivo, mas também muito efetivo no enfrentamento à violência doméstica, porque estamos ali acompanhando de perto a realidade daquela mulher”, diz.
A coordenadora ressalta que o acompanhamento também contribui para prevenir a repetição de situações de violência e identificar possíveis descumprimentos de medidas protetivas. “Nosso trabalho é acompanhar essa mulher e ajudar a garantir que a medida protetiva seja respeitada. Quando identificamos uma situação de risco ou um descumprimento, a equipe atua e toma as providências necessárias. É uma atuação que busca prevenir novas agressões e garantir proteção”, enfatiza.
Para o inspetor e coordenador da Patrulha Maria da Penha de Propriá, Jean Gledson, a qualificação dos profissionais também contribui para aprimorar o atendimento oferecido nos municípios.
“A capacitação ajuda a melhorar o atendimento porque prepara o profissional para lidar com situações que, muitas vezes, são complexas. Cada município tem sua realidade, mas os princípios de acolhimento, prevenção e proteção precisam estar presentes em todos os lugares. Quando as equipes estão mais preparadas, conseguem identificar melhor os riscos e encaminhar a mulher para os serviços que ela realmente precisa”, finaliza.
A iniciativa reforça o compromisso das instituições de segurança pública com uma atuação cada vez mais qualificada, humanizada e integrada no enfrentamento à violência contra mulheres e meninas.
Assessoria
