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Alagoas

GT recomenda regionalização de matadouros em Alagoas

O grupo de trabalho criado para definir a regionalização dos matadouros frigoríficos em Alagoas está sugerindo que apenas cinco sejam mantidos no Estado, tendo em vista a insuficiência no número de frigoríficos aptos a atenderem as exigências da legislação vigente. Pelo estudo apenas o MAFRIPS e MAFRIAL – após adequações exigidas pela ADEAL e demais órgãos competentes; ARAPIRACA – após adequações exigidas pelo IMA, ADEAL e demais órgãos competentes devem continuar abatendo gado e outros dois em seriam construídos . Um em Olho d’Água das Flores e outro em Viçosa, já em fase de licitação. Juntos seriam responsáveis pelo abate de 24.940 cabeças de gado.

O GT, criado a convite da Associação dos Municípios Alagoanos é formado por representantes do Instituto do Meio Ambiente – IMA, secretaria de Agricultura – SEAGRI, Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas – ADEAL, Ministério público Estadual – MPE, Ministério Público Federal – MPF, Ministério do Trabalho – MT, Comissão de Meio Ambiente e Bem Estar Animal da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB, Conselho Regional de Medicina Veterinária – CRMV, Superintendência Federal de Agricultura – SFA/AL e Fórum Alagoano de Secretarias de Agricultura – FASA, que após seis reuniões elaboraram uma carta de recomendações apresentada nesta segunda-feira, durante uma reunião na entidade reunindo prefeitas e prefeitos.

Para o GT, considerando que durante as reuniões realizadas na AMA foram apresentados os estudos de alternativas para o atendimento da demanda atual do Estado e levando-se em conta o número de abates por municípios, o ponto de equilíbrio econômico e a situação geográfica de Alagoas, que os municípios não apliquem mais recursos com medidas paliativas, tendo em vista que o volume a ser gasto para adequar ao que manda à lei é inviável às cidades que hoje já enfrentam sérios problemas financeiros.

O que as prefeituras devem fazer é requalificar os mercados, tornando-os locais apropriados para o recebimento e comercialização do produto do abate; se comprometam a captar recursos para a construção de entrepostos frigoríficos e incluam as vigilâncias sanitárias na sua rotina de fiscalização a vistoria da origem da carne e condições adequadas de comércio.

Segundo o vice-presidente da AMA, prefeito Jorge Dantas, os municípios têm assumido uma responsabilidade que é meramente privada, para não deixar os pecuaristas sem atividade. Ele aprova a recomendação do Grupo para que seja adotada uma política de privatização de todos os abatedouros no Estado, desonerando o poder público desta atribuição.

Para o prefeito Manoel Tenório, de Quebrangulo, que representa a AMA no grupo, todos os prefeitos estão preocupados e interessados em resolver definitivamente a situação o mais rápido possível. Ele adiantou que as mudanças serão graduais, mais rápidas, porque o problema não pode esperar.

Enquanto essa regionalização não se concretiza, os prefeitos sugeriram ao grupo de trabalho um plano emergencial de ação para abate, transporte e comercialização para que a população não seja prejudicada.