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Alagoas

Governador Renan Filho admite existir risco de rebelião no sistema prisional de Alagoas

Segundo Renan Filho, líderes de facções criminosas já foram isolados

Durante entrevista à imprensa na manhã desta terça-feira (10), o governador Renan Filho (PMDB) admitiu que existe o risco de acontecer, no estado, confronto idêntico ao registrado na Região Norte.

Segundo Renan, após os últimos massacres que deixaram vários reeducandos mortos em presídios de Manaus e Boa Vista, os líderes de facções criminosas do estado alagoano já foram isolados no sistema prisional.

“Eles já foram isolados. Estamos trabalhando e, nos próximos dois meses, vamos entregar um novo presídio que vai ajudar o sistema de Alagoas. É importante isso, se não, afeta diretamente a rua”, disse Renan Filho.

Ainda de acordo com o chefe do Executivo, apesar do grande risco de rebelião, o governo vem agindo para conter ações criminosas dentro e fora das celas.

“Claro que existe o risco de acontecer o massacre em todo o Brasil, mas vocês estão vendo que, desde o dia em que começou em Manaus, trabalhamos diariamente. Depois, podemos mostrar fora do ar alguns áudios que a Secretaria de Segurança tem, revelando que essas organizações criminosas trabalham para desestabilizar o Brasil todo. Temos tomado cuidado, trabalhado firme, mas isso pode acontecer em qualquer lugar. Fizemos revista em todos os presídios, como no Agreste, ontem, que é o único terceirizado, e, em todas as unidades, apreendemos telefones, drogas, bilhetes, armas artesanais. O governo deve fazer esse trabalho de maneira recorrente”, reforça o governador.

No próximo dia 17 o secretário de Estado de Segurança Pública, Paulo Domingos Lima Júnior, participará de uma reunião dos secretários em Brasília, a fim de discutir saídas para a crise nos sistemas prisionais.

“Estarei lá e vamos debater o Plano Nacional de segurança. Hoje já vamos ter uma reunião aqui para discutir o plano e já ver soluções que possam ser apresentadas ao Ministério. Vamos analisá-lo, mas ele basicamente trata do fortalecimento do patrulhamento das fronteiras, que não é o nosso caso, integração das inteligências e outras ações que acredito que serão importantes para a população brasileira”, explicou o gestor.