O Presídio Cyridião Durval é um dos que sofrem com a superlotação. Conforme o juiz Alexandre Machado, a unidade abriga atualmente cerca de 1.100 pessoas, apesar de possuir 400 vagas.
Para o magistrado, a presença periódica das instituições é necessária para identificar alternativas e ampliar as oportunidades de educação e trabalho.
“A ideia é a gente ter a presença do Judiciário todo mês nessa unidade, conversando com os reeducandos e buscando alternativas para poder reduzir essa superlotação e ofertar ações de educação e trabalho para que as pessoas possam sair daqui melhores do que entraram”, disse.
O juiz acrescentou que as consequências da superlotação ultrapassam os limites das unidades prisionais, tornando a busca por soluções uma questão de interesse de toda a sociedade.
Chefe do Presídio Cyridião Durval, Caio Lanzac também chamou a atenção para os impactos da população carcerária acima da capacidade da unidade, especialmente sobre as atividades de educação, a garantia de direitos e o trabalho dos policiais penais.
“A gente aqui no Cyridião, em específico, atravessa um momento delicado de superlotação. A gente tem uma unidade operando praticamente três vezes acima da sua capacidade normal e isso ocasiona complicações diversas”, afirmou.
Para Caio, o acompanhamento do Poder Judiciário contribui para a identificação dos problemas e para a construção de melhorias. “É fundamental a presença do Judiciário. A gente precisa entender que o sistema prisional faz parte da sociedade. Aqui não é uma bolha, não está fora da sociedade, faz parte dela”, destacou.
No Presídio Feminino Santa Luzia, a chefe da unidade, Ana Paula Nascimento, ressaltou que as inspeções também possibilitam às mulheres privadas de liberdade apresentar diretamente suas necessidades e reivindicações aos representantes do Judiciário. “É interessante elas terem essa voz junto ao Judiciário diretamente”, afirmou.
Assessoria
