Uma gestante identificada como Jardilane Maria do Carmo, 19 anos de idade, viveu momentos de dor e angustia na noite desta quinta-feira, 18 de agosto. De acordo com as informações repassadas pela família da jovem, ao sentir fortes contrações a gestante pediu que alguém acionasse o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para que ela pudesse ser conduzida, em segurança, para alguma maternidade de Maceió.
Ainda segundo os familiares da jovem, o atendimento foi negado porque a pessoa que atendeu a ligação declarou que no local não tinha nenhum motorista disponível para conduzir a unidade móvel, causando um sentimento de revolta em familiares, amigos e qualquer pessoa que tome conhecimento sobre o caso pela ingerência administrativa da saúde pública em nosso país.
Ainda com dor e implorando por ajuda, os familiares da gestante resolveram correr em busca de qualquer transporte que pudesse fazer o translado da jovem até a Maternidade.Nesse momento, uma viatura da Polícia Militar passava pelo local e acabou sendo acionada pelos familiares de Jardilane que quase não conseguiam falar de tanto desespero.
Um dos policiais que se encontrava na viatura chegou a fazer uma ligação para a base do SAMU, e mais uma vez o atendimento foi negado. Dessa vez, o atendente sugeriu que a jovem pegasse um táxi para seguir ao hospital uma vez que no momento não tinha como a viatura do SAMU ir ao local.
O Corpo de Bombeiros chegou a ser acionado, mas, só conseguiu chegar ao local cerca de três horas depois do chamado. Tarde de mais, uma vez que a jovem já tinha entrado em trabalho de parto e seu bebe tinha falecido por ser prematuro e não ter recebido os devidos atendimentos médicos.
