A 12ª edição do Calendário da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal) lançada recentemente se consolida como um dos meios mais significativos e autênticos para a preservação da cultura em Alagoas.
Há mais de uma década, o calendário segue o princípio de fortalecer a identidade alagoana através do resgate histórico de alguns aspectos de nossa formação. Com o tema “A presença Indígena em Alagoas”, a edição 2015 contempla mais uma das minorias silenciadas no processo de formação do país, a exemplo da edição de 2013, que se voltou para a herança afro-brasileira.
Das 12 pesquisas que geraram os calendários financiados integralmente pela Fapeal, 10 já foram editadas também em livros.
O presidente da Fapeal, professor Fábio Guedes, garantiu a continuidade do projeto.
“O trabalho é tão relevante que entidades como a Gráfica do Senado Federal, a Fundação Joaquim Nabuco, de Pernambuco, e o Sebrae garantem os recursos financeiros para a publicação dos volumes”, ressalta Guedes.
“Nós aprendemos a história dos povos que formaram Alagoas através de livros escritos no Sul e Sudeste. Agora estamos podendo mudar isso”, completa o professor Douglas Apratto, coordenador do projeto e um dos seus principais idealizadores.
Impacto acadêmico
Para o economista e pesquisador Cícero Péricles, o acervo de Alagoas ainda carece de referências e informações, com uma produção que é frágil na retomada de temas históricos, científicos e sociais.
“Quando uma instituição de fomento como a Fapeal toma a iniciativa de apoiar por mais de uma década um projeto que tem como temática a história, a cultura e o social, evidentemente ele é muito bem-vindo para todos nós”, destaca.
