Grupo é formado por membros da Sesau
A Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores de Maceió sediou, nesta segunda-feira (2), a reunião do Fórum Permanente de Combate e Prevenção ao Consumo de Álcool e outras Drogas por adolescentes, crianças, gestantes e nutrizes. A coordenadora estadual da Rede Cegonha, Syrlene Patriota, representou a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) na audiência pública.
A reunião do Fórum foi presidida pela vereadora Heloísa Helena, que apresentou a iniciativa do Ministério Público (MP) de se empenhar para esse problema, que “é uma doença social, e não da pessoa”, conforme esclareceu a promotora da Justiça da Infância de Maceió, Alexandra Beurlen. Para isso, Saúde, Educação, Segurança, Judiciário e outras instâncias se unem para uma resolutividade.
“Essa união é de forma mais objetiva e conclama também a sociedade para se juntar por essa causa”, acrescentou Beurlen. Ela defendeu, ainda, que a dependência é um problema de saúde. “Embora seja um problema social, é uma doença”, enfatizou a promotora. Logo, a participação da Saúde nesse processo é essencial.
A promotora Alexandra Beurlen exemplificou que, muitas vezes, o primeiro lugar que o usuário do Sistema Único de Saúde (SUS) procura é uma unidade de saúde. No entanto, essa procura nem sempre se dá devido à dependência, e sim, por outro problema de saúde. Porém, essa é uma oportunidade de o profissional, ao perceber aquele usuário com efeito de álcool ou outras drogas, ajudar.
“Com segurança, esse profissional de saúde deve agir de modo a ter acesso a essa pessoa não para reprimir, mas para ajudar”, frisou Beurlen. No momento em que se tem a identificação do usuário/dependente, deve-se trabalhar como um problema de saúde.
Índices e iniciativas – São vários os índices relativos ao uso de drogas, inclusive em se tratando do ato infracional. Mas, a própria sociedade tem reclamando do uso do álcool nas festas de jovens, além do retorno do uso de cigarro. “Esses jovens estão influenciados e influenciando uns aos outros”, alertou a promotora.
As crianças e jovens estão, cada vez mais cedo, consumindo o álcool, que é a porta de entrada para o tabaco e outras substâncias psicoativas. Para reverter essa situação, o MP já está trabalhando junto com o Conselho Tutelar. Outras reuniões também estão sendo agendadas com outras áreas que podem contribuir com a causa. “Estamos trabalhando pelo reforço dessa rede de proteção à criança e ao adolescente que precisa ser efetivado”, concluiu Beurlen.
