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Festa de Bom Jesus dos Navegantes e o seu grave paradoxo

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Festa de Bom Jesus dos Navegantes e o seu grave paradoxo

Certa feita eu escutava uma rádio e, na ocasião, quem estava sendo entrevistado era um militar (não lembro a sua patente), e uma secretária de município. Lembro que ele se pronunciava acerca de providências tomadas para garantir a segurança das pessoas numa determinada festa. Ele se referia, portanto, ao desarmamento de armas brancas (facas e congêneres), enquanto que a secretária se referia às providências quanto à distribuição de camisinhas. Nessa festa, durante anos a fio, presenciei o consumo exagerado de álcool e ouvi histórias de toda espécie de carnalidade. Essa festa poderia ser qualquer uma ligada ao mundanismo, ao paganismo, ao profano, mas, infelizmente, se trata da histórica Festa de Bom Jesus dos Navegantes de Penedo. Nada mais bizarro e inconveniente, do ponto de vista espiritual.

A mente das pessoas ficou tão cauterizada que cheguei a ver uma das cenas mais esdrúxulas da minha vida: uma canoa acompanhando a procissão, canoa cujo nome era “xoxota macia”. As pessoas estão tão perdidas que chegam a falar abertamente e sem nenhum constrangimento que a festa é dividida em duas partes, a religiosa e a profana. Falam a palavra profana como se fosse algo simples e sem nenhuma repercussão nas vidas das pessoas. Ora, o profano não se alia ao sagrado, há aí uma impossibilidade lógica, um paradoxo que não tem chance de existir, pois a definição de profano é tudo aquilo que transgride as regras sagradas. Assim sendo, ser profano é fazer uso de práticas impuras e indignas. Ou seja, admitir a profanidade de uma festa é admitir a sua nocividade espiritual.

Definitivamente, se se quer fazer uma festa de tradições populares com as melhores atrações artísticas do momento, não vejo problema do ponto de vista da lógica, mas permitir que se associe uma festa cristã à carnalidade é de uma permissividade inaceitável. Garanto que o inimigo de nossas almas tem muito mais a ganhar com essa festa, no formato atual, do que o próprio Espírito Santo. Quantas conversões há nessa festa? Quantas pessoas são levadas a Cristo por meio dessa festa? Por outro lado, quantos casamentos são acutilados pelo adultério durante essa festa? Quantas facadas? Cheiradas de pó? Tragadas de maconha? Sexo, lacividade de toda espécie e embriaguez? A resposta é muito fácil. Será que no show de Luan Santana ele fará uma ministração da Palavra de Deus. O Evangelho será enaltecido?

É preciso acordarmos e já está mais do que na hora de separarmos esta carnalidade da verdadeira Festa de Bom Jesus dos Navegantes, afinal, ninguém serve a Deus e a Mamom, como afirmou Jesus no Livro de Mateus, porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. E nesse contexto não é demais lembrar as palavras do apóstolo João: Não ameis o mundo nem o que nele existe. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Por fim, não posso deixar de mencionar Paulo: E não vos amoldeis ao sistema deste mundo, mas sede transformados pela renovação das vossas mentes, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.
 

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