Movimento intenso tem sido registrado na praia do Pontal do Peba
Desde as primeiras horas da manhã deste sábado, 08, que um intenso movimento tem sido registrado nas praias alagoanas. Tudo isso porque o dia é reservado a Nossa Senhora da Conceição, santa que corresponde nas religiões afro-brasileiras a Iemanjá, considerada pelos adeptos da crença como sendo a “Rainha do Mar”.
Com muita fé e devoção, grupos umbandistas e de candomblé se dirigiram as praias para levar oferendas a Iemanjá. No Pontal do Peba, em Piaçabuçu, um número significativo de pessoas acompanhou o começo das homenagens que deverão ser realizadas durante todo o dia ao som de adejas, atabaques e cantos.
Já no Pontal de Coruripe, centenas de pessoas já estiveram no local para render homenagens e cumprir obrigações a Iemanjá. Além dos membros de religiões afro, famílias inteiras foram à beira da praia para oferecer flores, barcos cheios de perfume, espelhos, pentes e outros agrados a “Rainha do Mar”.
A data também é bastante significativa para os católicos. Em alguns municípios alagoanos as dioceses prepararam uma vasta programação que vai desde a realização de celebrações litúrgicas à procissão com a imagem de Nossa Senhora da Conceição. Em Penedo, as igrejas realizarão missas especiais pela passagem da data.

No Loteamento Pinheiro, situado no Centro do município ribeirinho, desde o início da semana que fieis celebram a santa com a realização de atos religiosos que se estenderão até a noite deste sábado, 08. A santa é considerada padroeira da localidade.
Diz a lenda que…
O nome Iemanjá significa a mãe dos filhos-peixe. Filha de Olokum, Iemanjá foi casada com Oduduá, com quem teve dez filhos orixás. Por amamentá-los, seus seios ficaram enormes. Infeliz com o casamento e cansada de morar na cidade de Ifé, um dia ela saiu em rumo ao oeste e conheceu o rei Okerê, por quem se apaixonou. Envergonhada de seus seios, Iemanjá pediu ao novo esposo que nunca a ridicularizasse por isso. Ele concordou. Porém, um dia, embriagou-se e começou a ofender a esposa. Entristecida, Iemanjá fugiu.
Desde menina, ela carregava um pote com uma poção que o pai lhe dera para casos de perigo. Durante a fuga, Iemanjá caiu quebrando o pote e a poção a transformou num rio cujo leito seguia em direção ao mar. Okerê, que não queria perder a esposa, transformou-se numa montanha para barrar o curso das águas. Iemanjá pediu ajuda ao filho Xangô e este, com um raio, partiu a montanha no meio. O rio seguiu para o oceano e, dessa forma, a orixá tornou-se a rainha do mar.
