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Brasil/Mundo

Empreendedorismo de impacto social cresce no Brasil

Empreender para promover cidadania e resolver um problema social e ambiental. Este propósito tem motivado o surgimento de várias organizações e startups, empresa de inovação e base tecnológica, que conjugam os resultados financeiros à geração de benefícios para uma comunidade carente de serviços básicos, como educação, saúde, moradia, emprego e outros.

O foco deste tipo de empreendimento, conhecido como negócio de impacto, está na base da pirâmide social brasileira, composta, principalmente, por classes menos favorecidas. No Brasil, cerca de 168 milhões de pessoas integram as camadas com faixas de renda mais baixas, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Foi com o olhar nesta população que Kdu dos Anjos iniciou o projeto “Lá da Favelinha”, no Aglomerado da Serra, maior comunidade de Belo Horizonte (MG), com 150 mil habitantes. Apaixonado por livros, o ator de teatro e cantor de rap montou inicialmente uma biblioteca popular em um pequeno espaço, que acabou se transformando num ponto de formação educacional, cultural e gerador de renda para as famílias da comunidade.

No ritmo do passinho e com as rimas do rap, a organização cresceu promovendo eventos, oficinas, apresentação de artistas locais, palestras e vendendo roupas produzidas na região. Atualmente, cerca de 70 famílias têm renda a partir das atividades realizadas pela Favelinha, que também serve de apoio para encaminhar jovens para o mercado de trabalho formal.

“Por que investir na periferia? Hoje, 65% das crianças estão na periferia. Os resultados estão incríveis, desde o resultado social, do amor, da criança que já reprovou três vezes e hoje em dia é a melhor aluna da escola. Foi toda uma questão de empoderamento e várias famílias estão gerando renda, gente que só tinha o tráfico ou o subemprego como destino”, relata Kdu dos Anjos.