Marcos foi o nome do jogo, na sua festa de despedida
Cercado pelas mais diversas homenagens, o goleiro Marcos se despediu oficialmente dos gramados na noite desta terça-feira em animado jogo festivo que aconteceu em um lotado Pacaembu.
Aproximadamente 40 mil torcedores puderam ver o goleiro fazer gol de pênalti e brilhar debaixo da trave no empate do Palmeiras de 1999 com a seleção brasileira de 2002, pelo placar de 2 a 2.
Essas duas equipes foram escolhidas pelo fato do goleiro ter alcançado as suas maiores conquistas: o título da Copa Libertadores de 1999 e o troféu da Copa do Mundo de 2002, na Coreia do Sul e no Japão. Estiveram presentes ao lado do anfitrião da festa, alguns dos maiores nomes da história do futebol brasileiro: Ronaldo, Rivaldo, Alex e Edmundo, foram alguns deles. Luiz Felipe Scolari, que voltou ao comando da seleção recentemente, foi o técnico simbólico do time nacional nesta noite.
Marcos recebeu inúmeras homenagens, principalmente da torcida, com cartazes, faixas e até um mosaico de sua famosa imagem ajoelhado, com as mãos apontadas para o céu. No centro do gramado, recebeu placa comemorativa da CBF e da Federação Paulista de Futebol e uma réplica sua fazendo a defesa do decisivo pênalti contra o Corinthians na Libertadores de 2000.
O Palmeiras 99 atuou com: Marcos; Amaral, Cléber, Galeano, Júnior; César Sampaio, Pedrinho, Alex; Edmundo, Paulo Nunes e Evair. O time foi comandado por César Maluco, ídolo palmeirense nas décadas de 60 e 70.
A seleção brasileira jogou com Dida; Cafu, Edmilson, Roque Junior e Roberto Carlos; Belletti, Ricardinho, Juninho Paulista e Rivaldo; Edilson e Ronaldo. No banco, Luiz Felipe Scolari coordenava o time em seu reencontro com a torcida palmeirense, após a saída do time, em setembro.
O jogo ficou emocionante aos 17 minutosda primeira etapa, quando Belletti derrubou Edmundo dentro da área e a árbitra Ana Paula de Oliveira assinalou o pênalti. Em polvorosa, a torcida pediu a cobrança de Marcos em uníssono.
O goleiro, no entanto, resistiu. E só aceitou bater a penalidade após ser pressionado pelos companheiros de time. Bateu firme no meio do gol e abriu o placar aos 21 minutos. “Quando todo mundo foi lá me empurrar, aí decidi bater, para não ficar feio. Mas acho que o Dida deu uma saidinha antes para me ajudar”, contou Marcos, em tom de brincadeira, no intervalo.
“Não queria bater o pênalti. Queria que fosse o Evair. Imaginei que a torcida tinha saudade de ver o Evair batendo um pênalti. Mas fui no pênalti de segurança, no meio do gol. A minha vontade, na verdade, era fazer gol de escanteio, de cabeça”
Aos 25 minutos do segundo tempo, os refletores do Pacaembu se apagaram quando os ponteiros do relógio apontaram 00h00. E nos primeiros instantes do dia 12/12/12, famoso número de sua camisa, Marcos recebeu nova homenagem da torcida.
E, com microfone em mãos, agradeceu todo o apoio recebido. “Agradeço ao meu pai que meu ensinou a amar o futebol. E a minha mãe, que me ensinou a amar o Palmeiras. Aos meus irmãos, meus primeiros treinadores, a minha mulher, que sempre esteve comigo, até nos momentos ruins, e aos meus filhos”.
“Agradeço ainda aos jogadores. Independentemente do time em que jogaram, oi importante é que sempre fomos amigos. A todos os treinadores, como o Felipão, aos meus ídolos, Veloso e Sérgio, que me ensinaram muito. Aos patrocinadores, que me proporcionaram esta festa maravilhosa, e a todos os torcedores do Palmeiras”, finalizou.
