Centenas de pessoas compareceram a catedral metropolitana de Maceió, nesta quinta-feira Santa (7), para assistir Missa solene da Festa do Corpo e Sangue de Cristo, conhecida também como a Festa de “Corpus Christi” O Ritual que simboliza a presença de Jesus Cristo no sacramento da eucaristia é celebrado com fé por muitos católicos.
A Solenidade é celebrada na quinta-feira, dentro da oitava da festa da Santíssima Trindade. Foi instituída oficialmente na Igreja pela bula “Transiturus de hoc mundo” de 11 de agosto de 1264, no pontificado do Papa Urbano IV.
A celebração foi presidida pelo Arcebispo de Maceió, Dom Antônio Muniz Fernandes e concelebrada pelos padres participantes: Frei Ademir, Pe. Walfran Fonseca, Pe. Delfino Barbosa, Pe. Francisco Teixeira, Pe. Ernesto Amynthas e Pe. Érico Rodrigues; com os diáconos Manoel Dias e Inaldo Pita, além da participação dos seminaristas e do povo de Deus.
Em suas palavras, o Arcebispo de Maceió, destacou que o tempo que estamos vivendo, “possui uma dinâmica social de consumismo e precisamos devolver a dignidade Cristã ao mundo”. “Corpus Christi é uma festa cristã da vontade do povo que vive o rejuvenescimento da fé”. “Precisamos lutar para que o comércio não seja o empecilho na realização desta festa, impedindo fiéis de expressarem sua fé por conta do consumismo”.
A Festa é fruto das diversas disputas doutrinais da Igreja sobre a presença real de Cristo na Eucaristia, ocorridas na Idade Média. Foi o Concílio de Latrão (1215) que confirmou a doutrina da transubstanciação do pão e do vinho no corpo e sangue de cristo, confirmando a presença real de Cristo vivo, cada vez que o sacerdote renova o sacrifício eucarístico na consagração durante a missa, quando ele repete: “Este é o meu corpo… este é meu sangue”, revivendo o mistério celebrado por Cristo em sua última Ceia quando instituiu o Sacramento.
Segundo a tradição, São Tomás de Aquino, atendendo ao pedido do Papa Urbano IV, redigiu o Rito de Celebração da Festa. Ele contém uma adição do aleluia, conhecida como sequência, um hino gregoriano, intitulado “Lauda Sion”, que enaltece a presença real de Jesus, em Corpo, Sangue, Alma e Divindade, no Pão e no vinho consagrado.
