Em celebração ao Dia do Idoso, o Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), por meio da Diretoria Adjunta de Saúde e Qualidade de Vida (DASQV), orienta sobre cuidados com a pessoa idosa e aponta como preservar a qualidade de vida no envelhecimento.
A geriatra Monica Ferreira ressaltou, em entrevista, a necessidade de estar atento tanto à saúde física quanto mental da pessoa idosa.
“Para se envelhecer com mais saúde é preciso ter atenção à capacidade intrínseca, que é um conjunto de capacidades físicas e mentais necessárias para um envelhecimento saudável”, contou.
Monica explicou que um dos principais pilares desse envelhecimento saudável é a atividade física, quando realizada de maneira multimodal, com treino aeróbico, de equilíbrio e de força, e com acompanhamento médico.
“A atividade física é importante para a prevenção de doenças cardiometabólicas, para a cognição, a diminuição do risco de quedas e para manter a independência funcional”, explicou.
Sobre o risco de quedas, a médica recomendou cuidados como evitar tapetes, fios e outros objetos que possam levar o idoso a tropeçar.
Também colaboram para a prevenção de incidentes uma boa iluminação, pisos antiderrapantes em banheiros e preferência por guardar objetos em locais acessíveis, sem o auxílio de bancos ou escadas.
“Outra coisa é também ter atenção especial ao idoso que toma vários medicamentos; o uso de 5 ou mais medicamentos aumenta o risco de interações medicamentosas, que também podem elevar o risco de quedas”, complementou a médica.
Ela explicou que é necessário o acompanhamento médico periódico para a revisão das medicações e a necessidade de mantê-las. Também reforçou a importância de armazenar os remédios de forma correta, ter atenção ao horário de cada um e nunca se medicar por conta própria.
A médica falou sobre a importância de cuidar também da saúde mental do idoso, prezando por mantê-lo integrado na vida social e ativo junto à família.
“A solidão pode afetar muito a saúde do idoso, aumentando o risco de depressão e demência. A família e a comunidade podem ajudar integrando a pessoa idosa nas atividades sociais, de lazer e em reuniões familiares e comunitárias”, explicou.
Monica alertou ainda sobre sinais que podem representar perda de memória, como a dificuldade de realizar tarefas antes feitas facilmente, ou errar caminhos habituais.
“Com o envelhecimento, há uma lentificação do pensamento; precisamos de mais pistas para lembrar, mas começar a ficar mais repetitivo é um alerta”, ponderou.
Por fim, Monica reforçou que desenvolver e manter hábitos saudáveis, com uma rotina de exercícios, uma boa nutrição, evitar o isolamento social e buscar manter o cérebro ativo são ações que garantem um envelhecimento saudável e com mais qualidade de vida.
Dicom – TJ/AL
