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Alagoas

Defesa Civil descarta invasão em galpão de donativos

Bombeiros trabalham desde as 5h desta terça-feira

Equipes do Corpo de Bombeiros de Alagoas trabalham desde a manhã desta terça-feira (28) para combater o fogo que tomou conta do galpão de armazenamento de donativos, localizado no Jaraguá. Com o incêndio, cerca de 20 toneladas de roupas e mais de 1.000 barracas da Defesa Civil foram destruídas. Os materiais estavam sendo doados, de acordo com as necessidades relatadas pelos municípios, às vítimas das enchentes do mês de junho deste ano.

Segundo o secretário-executivo da Defesa Civil, coronel Denildson, ainda é cedo para emitir algum parecer sobre a causa do acidente. Ele descarta qualquer possibilidade de invasão no galpão. “É muito prematuro dizer o motivo que levou a acontecer essa tragédia. Apenas os peritos do Corpo de Bombeiros têm o direito de iniciar a perícia para levantar as causa do incêndio. Agora estamos trabalhando para apagar as chamas”, afirmou Denildson.

De acordo com o oficial, todos os dias, das 8h às 18h, havia uma equipe da instituição dentro do galpão, fazendo a triagem dos donativos. Além disso, para coibir qualquer tentativa de invasão, carros do próprio Corpo de Bombeiros faziam rondas próximo ao local, durante toda a madrugada. “O local é seguro e afirmo que não houve invasão”, declarou o coronel.

Para conter o fogo, crescente, em função dos materiais de fácil combustão, empresas que fornecem água em caminhão pipa atuaram como voluntárias ao trabalho do Corpo de Bombeiros. A Braskem também foi solidária ao acidente e doou máscaras oronasais – as chamadas EPR -, que foram utilizadas pelos oficiais para ter acesso ao interior do galpão, já que as do Corpo de Bombeiros foram todas utilizadas durante o período da manhã por cerca de 50 homens.

De acordo com o coronel Denildson, o galpão foi emprestado pela Cooperativa de Açúcar e Álcool de Alagoas e, em consequência do incêndio, sua estrutura está comprometida. “As paredes são muito antigas, e a mistura entre fogo e água faz com que as estruturas fiquem enfraquecidas. Mas garantimos que ele não atingirá a vizinhança”, disse.

O último incêndio de proporções semelhantes ao ocorrido no galpão, segundo o coronel, foi em 2006, no Hiper Bompreço da Rua Buarque de Macedo, no Centro de Maceió.