Reajuste autorizado pela Aneel abrange 58 distribuidoras; no estado reajuste é de 4,70%;
A partir desta segunda-feira (2), a conta de luz vai ficar mais cara para consumidores atendidos por 58 concessionárias, incluindo a Eletrobras Distribuição Alagoas. A revisão tarifária para essas empresas foi aprovada na última sexta-feira, 27 de janeiro, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O reajuste varia de 2,20% a 39,50%.
Os maiores reajustes serão para as distribuidoras AES Sul (39,5%), Bragantina (38,5%), Uhenpal (36,8%) e Copel (36,4%). Os mais baixos serão aplicados para as distribuidoras Celpe (2,2%) e Cosern (2,8%). A Eletrobras Distribuição Alagoas ficou com o reajuste de 4,70%.
Os impactos da revisão serão diferentes conforme a região da distribuidora. Para as concessionárias das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, o impacto médio será de 28,7% e, para as distribuidoras que atuam nas regiões Norte e Nordeste, de 5,5%. A diferença ocorre principalmente por causa do orçamento da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e da compra de energia proveniente de Itaipu.
Bandeiras também sofrem aumento
Também começam a valer nesta primeira semana de março os novos valores para as bandeiras tarifárias, que permitem a cobrança de um valor extra na conta de luz, de acordo com o custo de geração de energia. Além da revisão, as distribuidoras passarão neste ano pelos reajustes anuais, que variam de acordo com a data de aniversário da concessão.
Segundo a Aneel, a revisão leva em consideração diversos fatores, como o orçamento da CDE deste ano, o aumento dos custos com a compra de energia da Usina de Itaipu – por causa da falta de chuvas -, o resultado do último leilão de ajuste – que aumentou a exposição das distribuidoras ao mercado livre – e o ingresso de novas cotas de energia hidrelétrica.
“No ano passado e neste ano, o custo da energia elétrica tem sido realmente alto, porque o regime hidrológico não está favorável, temos despachado todas as térmicas, que têm um custo mais alto”, explicou o diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino.
Entre dezembro de 2014 e fevereiro de 2015, várias empresas solicitaram a revisão extraordinária, por causa da falta de chuvas e da maior necessidade de compra de energia de termelétricas, que é mais cara.
Veja abaixo os percentuais de reajuste
Celpe – 2,20%;
Cosern – 2,80%;
Cemar – 3,00%;
Cepisa – 3,20%;
Celpa – 3,60%;
Energisa PB – 3,80%;
Celtins – 4,50%;
Ceal – 4,70%;
Coelba – 5,40%;
Energisa Borborema – 5,70%;
Sulgipe 7,50%;
Energisa SE – 8,00%;
CPFL Sta Cruz – 9,20%;
Coelce – 10,30%;
Mococa – 16,20%;
Ceron – 16,90%;
CPEE – 19,10%;
João Cesa – 19,80%;
Cooperaliança – 20,50%;
Eletroacre – 21,00%;
Santamaria – 21,00%;
Chesp – 21,30%;
CSPE – 21,30%;
CEEE – 21,90%;
Light – 22,50%;
CJE – 22,80%;
Ienergia – 23,90%;
CEB – 24,10%;
Elektro – 24,20%;
Celesc – 24,80%;
Bandeirante – 24,90%;
ENF – 26,00%;
Escelsa – 26,30%;
Cemat – 26,80%;
Energisa MG – 26,90%;
Eflul – 27,00%;
Eletrocar – 27,20%;
Celg – 27,50%;
DME-PC – 27,60%;
Enersul – 27,90%;
Cemig – 28,80%;
CPFL Piratininga – 29,20%;
EDEVP – 29,40%;
CPFL Paulista – 31,80%;
Hidropan – 31,80%;
CFLO – 31,90%;
Eletropaulo – 31,90%;
Forcel – 32,20%;
Caiua – 32,40%;
Demei – 33,70%;
Muxfeldt – 34,30%;
Cocel – 34,60%;
CNEE – 35,20%;
RGE – 35,50%;
Copel – 36,40%;
Uhenpal – 36,80%;
Bragantina – 38,50%;
AES Sul – 39,50%;
