A temporada de cruzeiros teve um reforço neste fim de semana, com a chegada ontem (15) ao Pier Mauá, na região portuária do Rio, de três navios, com fluxo médio de mais de 12 mil pessoas. Junto com os turistas dessa sexta-feira, a temporada, que começou dois dias antes, terá um movimento de mais de 26 mil visitantes na semana. Pelas contas da administração do terminal, até abril de 2018 o movimento das embarcações deve provocar a vinda para a cidade de cerca de 400 mil pessoas.
O gerente de Operações do Pier Mauá, Alexandre Gomes, disse que a previsão é baseada nas informações das companhias de navegação sobre a procura dos passageiros. “As empresas de cruzeiros informam o que está para acontecer. Elas passam a previsão de escalas e o tipo de movimentação que estão pensando em fazer. Normalmente, a gente tem um planejamento que influi na nossa logística e toda a conta que a gente faz com relação à quantidade de turistas é feita em cima desse planejamento”, informou.
De acordo com a procura, este ano o Rio foi escolhido como o principal destino do brasileiro para o réveillon, ultrapassando a cidade americana de Miami, que costumava ser a primeira, além de ser a mais visitada da América do Sul.
“O Rio este ano volta a ser alvo do turista brasileiro e a ter navios que embarcam e desembarcam na cidade. É um navio dedicado ao carioca e aos brasileiros que utilizam os aeroportos como porta de chegada. O navio começa o cruzeiro no Rio e termina na cidade. Vai para outros destinos, como o Nordeste, e em algumas viagens segue para Buenos Aires, mas utiliza o Rio como a casa dele”, afirmou.
Para Alexandre Gomes, o brasileiro volta à tradição de embarcar em cruzeiro marítimo pela comodidade desse tipo de transporte, mas a preferência pelo Rio tem ainda uma influência do legado dos Jogos Rio 2016. “O novo Boulevard Olímpico, os dois novos museus, o do Amanhã e o de Arte do Rio, a cidade se transformou em novo destino. O turista não chega mais aqui só querendo saber de Pão de Açúcar, de Corcovado e de Copacabana. Ele quer ver o que aconteceu depois das Olimpíadas”.
