Delegado Rômulo Andrade, titular da Delegacia Regional de Penedo - Foto: reprodução
Diante do crescimento constante de golpes aplicados pela internet, o delegado Rômulo Andrade, titular da Delegacia Regional de Penedo, fez um alerta à população e destacou os três tipos de crimes virtuais mais recorrentes registrados diariamente na unidade policial.
Segundo o delegado, a delegacia recebe duas a três ocorrências por dia envolvendo fraudes digitais, o que motivou a produção de conteúdos informativos para orientar a população e reduzir o número de vítimas. Entre os golpes mais comuns estão: o falso advogado, a falsa ameaça atribuída a supostos criminosos e os prêmios inexistentes de rifas ou sorteios.
Falso advogado
De acordo com Rômulo Andrade, criminosos entram em contato com as vítimas se passando por advogados, geralmente utilizando fotos reais e nomes de escritórios conhecidos, mas com números de telefone diferentes. Os golpistas informam falsas decisões judiciais favoráveis e alegam que a vítima teria valores a receber. Em seguida, solicitam chamadas de vídeo, acesso a contas bancárias ou pagamentos antecipados.
O delegado reforça que nenhum tribunal entra em contato por vídeo ou solicita dados bancários ou transferências. A orientação é sempre realizar a chamada de confirmação pelo número oficial do advogado já salvo na agenda, evitando responder mensagens suspeitas.
Ameaças falsas
Outro golpe frequente envolve ameaças feitas por supostos traficantes ou integrantes de facções criminosas. Os golpistas utilizam informações pessoais da vítima, muitas vezes adquiridas na deep web, para criar pânico, citando nomes de familiares, endereços e pontos próximos à residência ou local de trabalho.
Apesar do tom intimidatório, o delegado esclarece que essas ameaças são falsas e que os criminosos geralmente estão em outros estados. Ele orienta que a vítima desligue imediatamente, não atenda chamadas de vídeo e não forneça qualquer dado pessoal, já que essas chamadas podem ser usadas para roubo de biometria facial e acesso a contas bancárias.
Prêmios inexistentes
O terceiro golpe mais recorrente é o do falso prêmio, no qual a vítima é informada de que ganhou sorteios, rifas ou valores em dinheiro sem sequer ter participado de qualquer promoção. Para “liberar” o prêmio, os golpistas pedem senhas, códigos enviados por SMS ou dados bancários, o que resulta no acesso indevido à conta da vítima.
O delegado alerta que ninguém ganha prêmio sem participar e reforça a importância do bom senso antes de fornecer qualquer informação pessoal ou financeira.
Orientação e prevenção
Rômulo Andrade reforça que a divulgação dessas informações é essencial para proteger a população. “O objetivo não é buscar visibilidade, mas evitar que amigos, familiares e vizinhos continuem sendo vítimas desses crimes”, destacou.
A Polícia Civil orienta que qualquer tentativa de golpe seja registrada imediatamente na delegacia e reforça que informação e prevenção continuam sendo as principais armas contra os crimes virtuais.
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