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Negócios/Economia

Cesta Básica apresenta queda no mês de Setembro

Cesta básica comprometeu 37,83% do salário mínimo no mês de setembro

Divulgada nesta segunda-feira (10) pela Secretaria do Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico (Seplande), a pesquisa do Índice de Preço ao Consumidor (IPC) mostra que a Cesta Básica apresentou uma queda de -1,95% no mês de setembro, em relação a agosto. A pesquisa revela que a cesta básica comprometeu 37,83% do salário mínimo, levando o maceioense a gastar R$ 206,19 com alimentação.

A principal influência para a queda neste mês foi o tomate, com deflação de 0,93%, sendo o produto da cesta que mais inflacionou este ano, acumulando um valor de 27,83%. O pão francês e a banana foram outros produtos que interferiram no resultado final do cálculo. “Eles mantiveram seus preços em relação ao mês anterior, fazendo com que o aumento na carne não fosse suficiente para uma alta da cesta básica”, detalha o gerente do IPC, Gilvan Sinésio, da Superintendência de Informação e Conhecimento (Sinc).

A carne (1,17%) e o café (2,79%) foram as maiores variações, ocasionadas pela entressafra de grãos e o aumento do dólar. “Quando isso acontece, a oferta diminui pela falta do produto”, explicou Gilvan. A posição de importar mais produtos, visando um lucro maior dos produtores, também é responsável pela alteração desses produtos.

IPC

O IPC apresentou variação de 0,52% em Setembro. Os grupos que mais influenciaram nesse aumento foram Alimentação (0,78%), com altas mais significativas em verduras, carnes, ovos, cereais e alguns produtos industrializados; Habitação (0,47%), por conta do aluguel residencial e Fumo e Bebidas (0,51%), com cerveja, refrigerantes, sucos, aguardente e whisky.

Os grupos que balancearam o cálculo ficando entre os menores índices foram Artigos Diversos, Vestuário, Saúde e Educação. No subgrupo Artigos Diversos, os preços praticamente não foram alterados, mantendo inflação de (0,02%); Em Vestuário (-0,01%), a deflação deve-se principalmente aos itens chinelos, sapatos e cuecas, com as liquidações, por conta da chegada dos produtos de primavera e verão; Saúde (-0,02%), pelo preço menor de armação de óculos; por último, em Educação (0,02%), a inflação menor deve-se ao fato de que neste período do ano, itens como matrícula, uniforme escolar e transporte escolar permanecem com preços inalterados.