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Sergipe

Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher é referência em pré-natal de alto risco

O risco é identificado na Unidade Básica de Saúde (UBS), e a gestante é encaminhada para o acompanhamento no Caism, garantindo uma gestação mais segura - Foto: Assessoria

O Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism), referência em Sergipe no atendimento de Pré-natal de Alto Risco (PNAR), realiza, em média, cerca de 500 consultas mensais em obstetrícia. Somando as demais especialidades envolvidas no pré-natal de alto risco, esse número chega a, aproximadamente, 900 a 950 atendimentos por mês. O objetivo é garantir um pré-natal adequado para cada gestante proporcionando mais segurança para a mãe e para o bebê.

O PNAR do Caism é referência estadual na assistência às gestantes que apresentam algum tipo de risco durante a gravidez, como pontuou a gerente assistencial Zaira Freitas. Quando esse risco é identificado na atenção básica, a mulher é encaminhada para acompanhamento aqui no serviço. Atendemos gestantes de diversos municípios sergipanos e oferecemos uma assistência especializada, com uma equipe multiprofissional preparada para acompanhar cada caso. Contamos com médicos obstetras, além de especialistas como endocrinologista, cardiologista e psiquiatra, além de psicólogos, nutricionistas e enfermeiros obstetras”, destacou.

O médico ginecologista obstétrico Marcos Hernani explicou como funciona o acompanhamento das pacientes. “Quando a equipe da atenção básica identifica alguma patologia ou condição que caracterize risco gestacional, a gestante é encaminhada para o nosso serviço. Essas condições não são definidas de forma aleatória. Elas seguem critérios estabelecidos nos manuais do Ministério da Saúde (MS) para o pré-natal de alto risco. Entre as principais condições que levam ao encaminhamento estão doenças como diabetes, hipertensão arterial e hipertensão crônica. Também recebemos pacientes com doenças hematológicas, renais ou autoimunes, que exigem um acompanhamento mais especializado durante a gestação”, apontou.

Ainda segundo o ginecologista obstétrico, a importância do pré-natal de alto risco é justamente identificar e tratar precocemente essas condições para evitar desfechos desfavoráveis. “Quando falamos em desfechos desfavoráveis, estamos nos referindo a complicações como morte fetal, complicações obstétricas ou até mesmo riscos à vida da mãe. Nosso objetivo é prevenir essas situações, garantindo mais segurança, tanto para a gestante quanto para o bebê. Claro que nem todas as complicações podem ser evitadas porque algumas condições podem surgir de forma inesperada, mas a maior parte dos problemas pode ser identificada e acompanhada precocemente”, ressaltou.

O acompanhamento deve ser compartilhado com as Unidades Básicas de Saúde. Mesmo após o encaminhamento para o Caism, a gestante deve continuar sendo acompanhada, também, na sua unidade de origem, já que as consultas no Caism podem ser mais espaçadas. Além disso,  nem toda gestante acompanhada no pré-natal de alto risco precisa necessariamente ter o parto em uma maternidade de alto risco. Em alguns casos, quando não há outras complicações associadas, o parto pode ocorrer em maternidades de referência.

Assistência humanizada 

“Fiquei sabendo do serviço do Caism por meio do meu pré-natal na minha cidade, Barra dos Coqueiros. Nos meus últimos exames apareceu uma alteração e a enfermeira que me acompanha me encaminhou para atendimento aqui. Desde que cheguei, tenho sido muito bem atendida. A equipe é formada por profissionais especializados, que passam muita segurança pra gente nesse momento tão importante. Já estou chegando no finalzinho da gestação e o acolhimento tem sido maravilhoso e eu estou muito satisfeita com o atendimento”, assegurou a fotógrafa Renata Carolina, de 26 anos.

A ajudante de cozinha Flaviana Oliveira, de 32 anos, que também é acompanhada pela gestação de alto risco aprova os serviços da unidade. “Os profissionais são excelentes e têm cuidado muito bem de mim. Essa é a minha segunda gestação, a primeira eu acompanhei na minha cidade porque não era de risco. Já nessa gravidez apareceu a necessidade de um acompanhamento mais especializado, então o médico me encaminhou para cá. Hoje, estou com 34 semanas e sendo acompanhada aqui pela equipe. Indico para outras mulheres porque aqui a gente tem acesso a exames e recursos que, muitas vezes, não existem em outros lugares, e isso dá muito mais segurança pra gente,” considerou.

Agência Sergipe