O arcebispo de Maceió, Dom Antônio Muniz presidiu, nesta Sexta-feira Santa (06), na Catedral Metropolitana de Maceió, a celebração liturgia da Sexta-Feira da Paixão do Senhor. Durante a homilia, ele falou daquelas pessoas marginalizadas que estão desamparadas. “A Igreja não chora a Cruz de Jesus, pois Ele já ressuscitou. A Igreja chora o sofrimento de tantos irmãos que são marginalizados e precisam de ajuda para carregar a sua Cruz. De tantos irmãos que são desamparados e estão largados pelas ruas. Precisamos lutar e proteger os nossos pobres que são mortos, esquecidos e tratados com desdém”, ressaltou.
Terminada a Celebração da Paixão do Senhor, os fiéis, percorreram, em procissão, as principais ruas do Centro, com as imagens do Senhor Morto e de Nossa Senhora das Dores. Um momento penitencial de fé que relembrou o sofrimento de Cristo até sua morte no calvário. De pés descalços, muitos fiéis também pagaram promessas. Diane dos Santos, de 64 anos de idade, falou da graça alcançada para seu neto. “Ele tinha uma doença que deixava ele muito fraquinho, durante três anos tentamos curar, mas só depois de uma promessa que o levamos a um médico que fez melhorar a doença”, afirmou.
Este ano, fiéis ofertaram calçados e roupas aos pobres das instituições de caridades amparadas pela Arquidiocese de Maceió. Um pedido que foi feito pelo Arcebispo na Missa do Crisma, celebrada na última quarta-feira. Ao final da procissão, D. Antônio Muniz abençoou os fiéis e a Catedral ficou aberta para receber os cristãos para o beijo da imagem do Senhor Morto.
A celebração da Paixão do Senhor acontece em três momentos: liturgia da palavra, adoração da cruz e sagrada comunhão. O Celebrante principal e os ministros sagrados, se revestem de paramentos vermelhos para lembrar o sangue derramado por Jesus em seu martírio. Concluída a celebração a Cruz fica exposta à adoração dos fiéis.
