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Cultura

Calero se reúne com representantes da classe artística

Calero se reúne com representantes da classe artística

O ministro da Cultura, Marcelo Calero, e o presidente da Funarte, Humberto Braga, participaram nesta quinta-feira (29) de um encontro com representantes de segmentos da classe artística de São Paulo. O evento foi realizado no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo, e contou com a presença de artistas de teatro, circo, dança e música. Entre as propostas apresentadas pelos representantes, a isenções de impostos para instituições culturais, a desburocratização da Lei Rouanet, o registro do circo como patrimônio imaterial histórico e a ocupação dos teatros por orquestras e conjuntos de música clássica.

Durante os encontros, o ministro comentou que o MinC estuda novos modelos de gestão para as artes. Disse ter como um dos grandes desafios, no médio prazo, a refundação da Funarte, para que ela se torne uma instituição com uma fonte de refinanciamento perene. “Estamos pensando na refundação da Funarte. Vejo no governo condições de engendrar reformas na cultura, em um movimento análogo ao que está acontecendo em outras áreas”, disse.

Para o diretor da Associação Amigos da Artes, Luis Sobral, foi uma reunião proveitosa e mostrou mais uma vez a disposição do ministro de dialogar com a classe. “Como ele (ministro) disse serão tomadas medidas concretas a partir dos diálogos que ele estabeleceu com os grupos de trabalho não só do ponto de vista de reflexão, mas já recebendo ideias como o idealizável para concretizar algumas ações.”

Ao longo de pouco mais de duas horas foram realizadas reuniões em separado com cada grupo. Pelo Teatro, Ricardo Karman diretor do Teatro do Centro da Terra , Paulo Pelico produtor, Carlos Meceni diretor de teatro, Guilherme Bonfim produtor, Augusto Marin diretor do Teatro Comune, apresentaram propostas para o fomento e fruição do teatro paulista. Já na Dança, Anselmo Zolla coreografo da Cia Sociedade Masculina e do Studio 3Cia levou a preocupação com a situação de companhias importantes que fecharam ou estão em vias de encerrar as atividades. Empresas importantes para dança brasileira.

Já os representantes do Circo, apresentaram uma proposta de implantação nacional dos Polos de Circo que deram excelentes resultados no Rio de Janeiro, na gestão de Calero como Secretario de Cultura do município. Também foi apresentada proposta de uma parceria na utilização da Funarte São Paulo para o desenvolvimento da linguagem, criando um espaço de ensaios e apresentações. Bel Toledo, presidente da Cooperativa Brasileira de Circo e diretora do Conselho Brasileiro de Entidades Culturais, destacou que com a grande reforma que haverá na sede da Funarte, os grupos de circo poderão ter um espaço para ensaiar em São Paulo. Integraram a mesa de debates do grupo, Cesar Guimarães diretor do Circo Fiesta e coordenador do Movimento do Circo Itinerante, Marcio Stankowich, um dos maiores circos itinerantes brasileiros, Kiko Caldas diretor da Cia K grupo contemporâneo, Martin Alvarez diretor Cia Irmãos Sabatinos grupo contemporâneo, Lu Gualda produtora de diversos grupos contemporâneos de circo, Rodney Jardim, Circo dos Sonhos.

Na Música, a discussão foi centrada na Agência Nacional da Música, no apoio e na distribuição internacional e da formação. A mesa ficou sob a coordenação da presidente do Conselho Brasileiro de Entidades Culturais, Eneida Soller, e pelo maestro Amilson Godoy. Eneida considerou produtiva a discussão e mostrou um ministro disposto ao diálogo. “Nos reunimos com ele no mês passado e hoje está voltando como havia prometido. É um ministro de palavra. Muito boa reunião, é um ministro aberto ao diálogo e isso é bom”, salientou. Participaram das discussões nesse grupo produtores Adriana Belic, Scubidu, Maurico Bussad, o maestro Ricardo Bolonha, Flo Menezes compositor e Wilson Souto diretor da ABMI.

O presidente da Funarte, Humberto Braga, considerou o encontro importante por reunir grupos distintos. Segundo ele, foi uma discussão com apresentação de propostas consistente e que podem ser aproveitadas pelo governo. “Temos de continuar nesse caminho, ouvindo todos os setores, conversando com os artistas. Muitas propostas coincidem com as nossas”, disse.