Comandante-geral parabeniza policiais do Bope pelos 38 anos da unidade
Em solenidade realizada na manhã desta segunda-feira (07), policiais militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) iniciaram as comemorações pelos 38 anos de existência do referido batalhão, iniciado na década de 1970 ainda como um pelotão lotado no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP). Esta última denominação – Bope – foi instituída em 1999 devido às novas concepções de policiamento conforme a política de Direitos Humanos.
Um certificado de agradecimento ao apoio concedido às ações inerentes à unidade foi entregue ao secretário de estado de Defesa Social, Diógenes Tenório de Albuquerque; ao comandante-geral da PMAL, coronel Marcus Aurélio Pinheiro; ao subcomandante-geral Luiz Carlos Ferreira; ao comandante do CPC, coronel Paulo Domingos de Lima Junior; ao comandante do 4º BPM, tenente-coronel Elvandro Omena; e à coordenadora do PROERD em Alagoas, tenente-coronel Valdenize Ferreira.
O comandante do Bope, tenente-coronel Jairisson Correia, destacou a qualidade de seu efetivo ao identificá-lo como o maior valor que possui o batalhão. Correia acrescentou estar se sentindo feliz em retornar ao Bope, pelo incremento de novos policiais, agradeceu o empenho e a dedicação da tropa no trabalho diário e a confiança nele depositada para comandar a tropa de elite. Atualmente o Bope conta com um efetivo de 358 homens.
O comandante do CPC externou sua admiração pela unidade ao falar de sua imensa gratidão e alegria em participar da comemoração pelos 38 anos do Bope. Lima Junior ressaltou o senso de compromisso com o dever inerente à cultura do batalhão e agradeceu a participação de todos pelo desempenho diário, contínuo e técnico.
A missão em resolver os distúrbios civis foi apontada pelo comandante-geral da PM como a maior das habilidades desenvolvida pelos policiais, confirmou Pinheiro ao falar sobre a importância da capacitação constante para os policiais, e que por isso juntamente com o subcomandante Luiz Carlos defende e procura viabilizar cursos de aperfeiçoamento para os mesmos por entender a necessidade e importância da capacitação para o serviço diário. O comandante-geral também destacou os registros de apreensão de armas de fogo e drogas realizados pelas equipes do Bope.
O secretário de Defesa Social falou sobre a essência da unidade ao enaltecê-la como motivo de orgulho para a sociedade alagoana, acrescentando que os policiais do Bope adotam os procedimentos necessários para resolver os problemas de segurança pública de forma exitosa. Após a solenidade foi iniciada uma série de competições envolvendo as guarnições do Bope, que até a próxima sexta-feira (11) estarão se enfrentando em provas de cabo de guerra, barra, natação, orientação e futebol.
Trajetória
Em julho de 1976 a PMAL constatou a necessidade de formar uma tropa capacitada a executar missões de contra guerrilha urbana e rural. Com este propósito e no mesmo ano, dando cumprimento à Portaria no 084/76-CG, foi instaurado o Curso Intensivo para o Pelotão de Operações Especiais (CIPOE), tendo como coordenador o tenente José Hilário de Souza, o qual tornou-se posteriormente o primeiro comandante do pelotão.
Após dois meses de formação foi formado o Pelotão de Polícia de Choque, que continuou pertencendo ao Centro de Formação Aperfeiçoamento de Praças – CFAP. Após sete anos de existência, através do Decreto no 5465 de 02 de agosto de 1983, o Pelotão de Polícia de Choque transformou-se em companhia. Neste mesmo mês, no dia 10 é publicado no Boletim no. 150 que o então Pelotão de Choque passaria a compor a estrutura organizacional do 1º BPM, passando a ser a 5ª Companhia de Polícia de Choque.
Com a publicação do Decreto no. 6145 de 28 de dezembro de 1984 a 5ª Companhia de Polícia de Choque tornou-se independente, deixando a antiga estrutura do 1º BPM. Já o Decreto no. 35.347 de 10 de abril de 1992 criou-se na PMAL o Batalhão de Polícia de Choque, denominado Batalhão Coronel Antônio Monteiro de Souza que já àquela época tinha como área de atuação todo território alagoano e trazia em sua estrutura a Companhia de Operações Especiais (COE).
Em dezembro de 1999, envolvido pelas novas concepções de policiamento e inserido dentro da política de Direitos Humanos que se implantava na Corporação sua denominação foi modificada, havendo também uma reformulação de sua estrutura organizacional, passando a se chamar Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE). No dia 19 de abril de 2001 o Governador do Estado de Alagoas, sancionou a Lei no. 6230 que aprovou a organização básica da Polícia Militar, passando a COE a fazer parte do recentemente renomeado BOPE.
