Acompanhando os passos e o ritmo dos instrutores, 600 crianças – com idade entre 8 e 13 anos – se divertiram em coreografia de encerramento do Projeto Golfinho, colônia de férias criada e desenvolvida pelo Corpo de Bombeiros. Nesta sexta-feira (1º), os “bombeiros mirins” receberam prêmios pela participação em diversas atividades e competições durante a 8º edição do projeto, iniciada no dia 7 de janeiro.
A cada semana 150 crianças participaram de atividades físicas ao ar livre e palestras sobre temas variados como primeiros socorros, acidentes domésticos, combate às drogas, cuidado com a internet, preservação ambiental e “bullying”. As inscrições foram realizadas pela internet e, em 2013, foram matriculadas 100 crianças a mais do que no ano passado.
Cerca de 30 bombeiros e mais três civis – todos voluntários – participaram do Projeto Golfinho. A tenente Chyara Paiva conta que uma parte das vagas foi reservada para crianças carentes e crianças portadoras de necessidades especiais. “Participaram crianças atendidas pelo Cras [Centro de Referência de Assistência Social], do bairro Santos Dumont, e do Projeto Acolher, que lida com crianças em situação de risco. Também aprendemos com esses meninos e meninas”, agradeceu Chyara.
Superação
Com um grande contentamento, Giovana Nascimento, 13 anos, parecia ser a criança mais feliz da festa. Portadora de uma paralisia cerebral, Giovana participou pela terceira vez do Projeto Golfinho. “Ela contava os dias para o início. Está muito feliz e com certeza absorveu todos os ensinamentos”, contou o pai, o servidor público George Nascimento.
Já Thiago de Oliveira, de oito anos, participou pela primeira vez do Projeto. “Gostei muito do salvamento aquático, agora posso salvar meus colegas. Aprendi também como ficar longe das drogas. Espero voltar em outros anos”, disse.
Também com oito anos, Ian Barbosa, ganhou o primeiro lugar em uma das competições que misturava atividades físicas e intelectuais. Ian fez novos amigos e aprendeu muita coisa. “Sei agora que devemos ter cuidado com as pessoas estranhas, que devemos respeitar as regras e não fazer brincadeiras chatas com os coleguinhas”, falou o menino.
“Tenho certeza que uma sementinha foi plantada para toda a vida”, disse o coronel Gláucio, subcomandante do Corpo de Bombeiros. “Agradeço o patrocínio da Braskem, a todos os instrutores, as crianças e aos pais que nos confiaram seus queridos filhos”, finalizou o militar.
