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Pelé: Até na hora de parar, o Rei mostrou a sua majestade

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Pelé: Até na hora de parar, o Rei mostrou a sua majestade

Diante de alguns exemplos de atletas que teimam em continuar sendo, na verdade, ex-jogadores de futebol em atividade, é que coloquei o título dessa matéria. E olhe que são vários os casos em que os jogadores não sabem a hora correta de encerrarem as suas carreiras.

Recentemente, Romário tentou, inútilmente, desfilar seu talento pelos estádios do Brasil, mas conseguimos perceber que o baixinho “tava lento”, quase que se arrastando em campo, sem correr pra ninguém e mesmo assim, conseguindo entrar em campo até os 40 anos, desgastando um pouco a sua imagem, construída com muitos gols e jogadas sensacionais.

Na verdade, não estou discutindo as qualidades técnicas de um jogador que, praticamente sozinho, nos deu a Copa de 94. O que quero enfatizar é que esses ídolos precisam seguir o exemplo do rei Pelé. O maior jogador de futebol de todos os tempos, encerrou a sua brilhante e vitoriosa carreira, quando ainda estava no auge, sem correr riscos e deixando na mente dos seus fãs, o verdadeiro poder de desequilíbrio, que só um craque diferenciado pode apresentar. Por conta disso é que afirmo, o quanto foi diferenciado o maior jogador do século, pois até no encerramento da carreira, não passou ridículo e manteve a sua majestade.

A despeito de sua passagem no Cosmos, de Nova Iorque, onde retornou ao futebol e também foi campeão, temos que lembrar que a presença do Rei em terras americanas fez parte de um amplo projeto para popularizar esse esporte na terra do Tio Sam. Além de Pelé, lá estavam Cruyff, Beckenbauer, Carlos Alberto Torres, Marinho Chagas e outros ídolos que aportaram nos Estados Unidos para esse fim.

Nos dias de hoje, ao ver o obeso Ronaldo Fenômeno em campo, questiono da mesma maneira. Se nem a possibilidade de disputar mais uma Copa do Mundo foi capaz de motivar o jogador a entrar numa dieta rígida, adequada para qualquer atleta, porque o atacante corintiano segue lutando para tentar correr atrás da bola? Ronaldo, guerreiro, lutador, jogador genial quando estava em forma, não precisa mais passar por essa situações grotescas. Todo o Brasil sabe das dificuldades pelas quais passou o maior artilheiro das Copas e esse reconhecimento está explícito na paixão demonstrada por todas as torcidas dos clubes brasileiros, que sempre torceram pelo seu retorno, naquelas ocasiões de pós-cirurgia. Apesar da torcida do Flamengo ter protestado contra o Fenômeno, sabemos que isso aconteceu, única e exclusivamente, pela opção do jogador em atuar no Corinthians. Mas posso garantir que muitos flamenguistas entenderam a escolha do jogador e também continuaram seus fãs.

O confronto do Corinthians diante do Flamengo, pela Libertadores e jogado no Maracanã debaixo de muita chuva, serviu para mostrar a silhueta de um quase atleta de sumô e não de um jogador de futebol.

Como ídolos e exemplos para futuras gerações é que acho importante que esses ex-jogadores que teimam em permanecer na atividade, mostrem grandeza e saibam a hora exata de encerrarem as suas respectivas carreiras.

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