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Para ampliar alianças políticas, JHC se aproxima de envolvidos na Operação Taturana

JHC - Foto: Divulgação

O ex-prefeito de Maceió, JHC (PSDB), tem intensificado articulações políticas em Alagoas com foco na ampliação de sua base de apoio, especialmente no interior do estado. Entre os movimentos recentes, chama atenção a aproximação com grupos que estiveram envolvidos na Operação Taturana, investigação que apurou um esquema de desvio de recursos públicos na Assembleia Legislativa entre 2003 e 2006.

Uma das principais mudanças nesse cenário foi a transferência do comando da Secretaria Municipal de Saúde para o grupo político do ex-deputado Celso Luiz, que foi condenado no âmbito da operação. A pasta passou a ser ocupada por Lara Malta Brandão, esposa do ex-prefeito de Inhapi, Tenorinho Malta (PSDB), irmão de Celso Luiz e aliado político de JHC.

O nome de Tenorinho Malta também aparece em denúncias encaminhadas a órgãos de controle, relacionadas à contratação de mais de R$ 4 milhões para manutenção da frota municipal em Inhapi. Segundo os apontamentos, os contratos teriam sido concentrados em uma única empresa, sem concorrência efetiva e com questionamentos sobre transparência. Há ainda suspeitas envolvendo recursos do transporte escolar, com registros de despesas sem comprovação e possíveis inconsistências nos dados de veículos utilizados.

Tais alianças vão de encontro ao que era pregado por JHC na época em que era deputado estadual, em 2011, quando ele adotou discurso crítico às práticas da Assembleia Legislativa, defendendo pautas como moralidade administrativa e integridade na gestão pública.

O cenário atual, porém, mostra uma reconfiguração de alianças, com aproximação de grupos que já foram alvo de investigações e condenações relacionadas à corrupção.

No contexto da Operação Taturana, Celso Luiz, ex-prefeito de Canapi, foi condenado pela Justiça Federal em 2015 por envolvimento em desvios de recursos públicos. De acordo com a decisão judicial, aproximadamente R$ 17,6 milhões destinados à educação foram desviados para contas irregulares, incluindo de terceiros.

Por Política em Pauta com Folha de Alagoas