Vício em jogos eletrônicos tem sido causa de problemas mentais em jovens.
Um jogo de tiro em primeira pessoa, cujo o objetivo é vencer batalhas, vencer guerra, tornou-se nos últimos anos um dos maiores fenômenos da indústria de games, inclusive entre adultos. O poder viciante desses jogos por muito tempo passa despercebido, sendo após o período de pandemia, em que todos estavam em casa, que começou a virar um problema de grande proporção entre jovens e adultos. No dia 18 de junho deste ano, deu entrada oficialmente no rol de doenças da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Transtorno dos Jogos Eletrônicos, com definição em inglês de “Gaming Disorder”, trata-se segundo a OMS, de um padrão de comportamento que prejudica a capacidade de controlar a prática dos games, de modo a priorizá-los em detrimento de outras atividades e interesses.
Neurocientistas explicam que após ter sido realizado o reconhecimento deste distúrbio mental, deve-se oferecer medidas relevantes para a prevenção e o devido tratamento. O Dr. Aderbal Vieira Júnior, psiquiatra e coordenador do Ambulatório de Dependência do Comportamento da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), explica que : “ A classificação dá legitimidade ao problema, que deverá ter aquelas características determinadas para ser diagnosticado como transtorno dos jogos eletrônicos”. Assim como em casos de dependência química ou de vício em jogos não eletrônicos, a gaming disorder provoca uma sensação de perda de liberdade, já que a pessoa não joga porque quer, mas porque se sente na obrigação de fazê-lo, mesmo com danos causados à vida familiar, social e profissional.
Especialistas explicam que dentro do universo virtual, há ainda outro complicador, o envolvimento de pessoas mais jovens, que têm a capacidade crítica menor e acabam trocando a vida social pela online com naturalidade, já que cresceram na era dos smartphones. Muitos adolescentes passam madrugadas inteiras participando de jogos de campanha, muitos duram dias. No exterior, disputas desse tipo já provocaram a morte de pessoas por trombose ou por esgotamento decorrente da falta de alimentação. Mesmo com todos os alertas médicos, os pais devem notar essa troca da vida social para eletrônica, e no fato da existência desses sinais, deve-se procurar um médico especialista.
