O estudo sobre organização criminosa é relevante do ponto de vista social. A delinquência disciplinada, astuciosa, violenta e corruptora são traços marcantes da quadrilha. Acabar com essa mazela é uma verdadeira batalha que desafia todos os dias as polícias e a sociedade.
A lei nº 11.343/06, institui o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas, adotando a expressão drogas para definir o objetivo material dos delitos em questão.
A organização dos traficantes funciona num esquema rigoroso. Os integrantes destinam uma parte do “lucro” ao caixa da facção. O dinheiro arrecadado pelo chefe geral é dividido para a destinação certa sobre o seu destino e por isso que ocorrem mortes de usuários devedores e membros desviados.
Há uma formação hierarquizada : Chefe, torre, bicho papão, disciplina, soldados e aviõezinhos. Torre são as lideranças depois da chefia que repassam as ordens e em caso de acontecimento de algo incomum com o chefe, assumem a liderança. A responsabilidade do bicho papão é a de arrecadar o dinheiro do tráfico, tanto fora como dentro das cadeias e ficam em cada lugar onde ocorre as chamadas “bocas”. O disciplina compete o controle de todos sobre as determinações da organização. Os soldados do crime podem ser detentos ou bandidos livres . São os executores que atacam, matam, queimam e detonam tudo e todos. E os “aviõezinhos”, chamados também de “vapores”, ficam sempre alertas para em qualquer eventualidade avisarem sobre presença de estranhos na “boca” de fumo ou sobre possíveis ataques de facção contrária. A sintonia das quadrilhas é feita por quem receber essa delegação, podendo ser inclusive usuário.
A luta incessante é de fundamental importância para que o “poder” do crime não assuma o papel do Estado. E as famílias ficarem sempre atentas nesse caminho sem volta que já tirou a vida de vários jovens da nossa terra.
