Em silêncio, o prefeito de Maceió, JHC (PL), tem aparecido abatido nas lives que costuma fazer. O receio de uma operação da Polícia Federal, em razão do investimento de risco de R$ 117 milhões com recursos dos aposentados de Maceió, ainda provoca turbulência nos bastidores.
A Prefeitura aprovou, por meio do fundo de previdência municipal, um aporte milionário no Banco Master, instituição ligada ao empresário Daniel Vorcaro. Reportagens nacionais apontaram que a operação teria sido autorizada sem o quórum mínimo exigido.
Pouco tempo depois, outro movimento relevante: o Banco de Brasília (BRB) assumiu a folha de pagamento da Prefeitura de Maceió. Um banco de Brasília, que aparece no noticiário nacional em conexões financeiras envolvendo o próprio Master.
JHC não concede entrevistas, não dá coletivas e costuma se manifestar apenas em ambientes controlados por sua equipe.
A sequência chama atenção. Primeiro, o investimento de risco no Master. Depois, a contratação do BRB. O BRB também foi citado em reportagens do G1 sobre registros controversos no Banco Central envolvendo clientes do Master e do Will Bank.
Foi coincidência ou articulação?
Houve algum gesto político por trás das decisões administrativas?
Nos corredores da Prefeitura, o ambiente não é de tranquilidade. Servidores comentam, em voz baixa, que há temor de uma operação da Polícia Federal a qualquer momento. Pode ser exagero. Mas há quem esteja dormindo com a roupa de sair.
Enquanto isso, JHC permanece calado e o desgaste político segue avançando.
