Com as propostas feitas pelo Presidente Michel Temer para as reformas trabalhista e previdenciária, os votos dos deputados são indispensáveis para que o governo obtenha êxito e saia vitorioso. Em recente votação na Câmara tivemos os deputados Artur Lira (PP), Nivaldo Albuquerque (PRTB) e Pedro Vilela (PSDB), sendo obedientes e votando conforme os pedidos do Palácio da Alvorada.
Com a obediência dos deputados alagoanos que são considerados, hoje, traidores dos trabalhadores, o governo cedeu mais espaço para que estes pudessem fazer indicações, onde aliados políticos ocupem cargos públicos e mantenham bases eleitorais. E nessas indicações, quem ocupou a Coordenadoria Distrital de Saúde Indígena, foi a esposa do usineiro, ex-prefeito e deputado Alexandre Toledo.
De acordo com conversas de bastidores a indicação foi feita pelo deputado Artur Lira que teve significativa participação na campanha em que Ivana Toledo saiu derrotada nas urnas. A nomeação aconteceu por meio da portaria do Ministério da Saúde de número 1.095 de 28 de abril de 2017. Com o trabalho desenvolvido por Ivana no social, certamente a experiência será aproveitada com determinação na função que assumiu e isso sem precisar de apito.
Retaliação
Para quem não votou com o governo o Presidente Michel Temer respondeu de forma rápida a desobediência. Um dos que confirmaram ter sofrido retaliação foi o deputado federal Cícero Almeida, que votou contra a aprovação da reforma trabalhista e de imediato teve apadrinhados exonerados. Um deles foi Ranilson Campos, nomeado para a representação local do Departamento Nacional de Pesquisa Mineral (DNPM), tendo sido exonerado cinco dias depois da posse.
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