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Erandy chegou para tentar salvar a nau alvi-rubra

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Erandy chegou para tentar salvar a nau alvi-rubra

Decorridas desastrosas 13 rodadas do campeonato, o Penedense, após o pedido de renúncia do treinador Régis Silva, apresentou o novo comandante técnico. Trata-se do experiente e conhecido Erandy Montenegro.

O novo técnico chega com a difícil missão de tirar o time ribeirinho da situação delicada em que se encontra no campeonato. Situação essa, diga-se de passagem, criada pela sua diretoria, única responsável pela demora na permanência do antigo treinador. Cabe aqui uma pergunta. Será que, caso Régis Silva não tivesse pedido a sua demissão, ele ainda estaria à frente da equipe do Cajueiro Grande? Com a resposta, os dirigentes do time mais antigo das Alagoas.

Não se chega numa posição perigosa como essa em que se encontra o nosso representante, apenas por conta de um ou outro fator. Na verdade, é necessário um somatório de fatores e, no meu entender, posso expicar alguns deles senhores internautas.

O primeiro fator para mim, é a inexperiência dessa diretoria para fazer futebol profissional, exceção do vice-presidente Chico Pinheiro, com algumas passagens dirigindo clubes de futebol. A imaturidade salta aos olhos das pessoas que tem uma certa noção de futebol profissional. Como a experiência só se adquire com a prática, esperamos que 2010 sirva de lição para o comandante e bom cidadão Betinho Moura e toda sua equipe. Que em 2011, erros crassos que aconteceram agora, não se repitam.

O segundo e de fundamental importância para mim, foi a escolha do técnico Régis Silva, que nesse ano não esteve a altura das tradições do time ribeirinho, pecando por diversas vezes, ora na escalação, ora no relacionamento com alguns jogadores e por fim, não demonstrando dentro de campo, condições técnicas para dirigir um clube da 1ª divisão, senão vejamos: Como pode um técnico permitir seu time ir para um campeonato sem ao menos ter um lateral esquerdo? O jogador Sidney só chegou na 6ª rodada. Ainda em relação a mesma posição, o segundo atleta, Fernandinho, só veio reforçar a equipe na 13ª partida, de um total de 18, verdadeiro absurdo. Outra coisa. Como técnico experiente que é, Régis não deveria ter aceito a equipe disputar a maior parte da competição com apenas dois goleiros. Isso mesmo, apenas dois goleiros. Se algum desses dois se machucasse, quem iria para o banco? Acrescente a isso que o time, mesmo após quinze partidas, treze no campeonato e duas amistosas, não apresentava qualquer característica de jogo, faltando esquema tático e sendo um verdadeiro amontoado de jogadores dentro das quatro linhas. A única jogada perigosa que a equipe tinha a seu favor, era nas bolas paradas. Na verdade, muito pouco para um time que está trabalhando a mais de 90 dias. Some-se a tudo isso, a fragilidade técnica de alguns atletas que por aqui passaram e outros que por aí continuam. Sinceramente, não sabemos se as indicações foram de Régis Silva ou dos neófitos dirigentes.

Essa outra parece brincadeira, mas o time só veio a se concentrar na 9ª rodada da competição. Como pode, um time que se diz profissional, só se concentrar à partir da metade do campeonato? E olhem que nos meses de Janeiro e Fevereiro tivemos festejos de Bom Jesus dos Navegantes em tudo que é lugar na nossa região.

Outro ponto que gostaria de enfocar foi a letargia nas reformas do Alfredo Leahy, demora essa que acabou nos obrigando a jogar uma partida, que tinha o Penedense como mandante, fora de casa. Até nós não nos ajudamos. Sim a culpa foi única e exclusivamente nossa. Comodato, Prefeitura e dirigentes não conseguiram agilizar as melhorias exigidas pela Comissão de Vistorias, fato que se estende até hoje, pois ainda falta concluir o banheiro de alvenaria para os torcedores da geral. E olhem que o campeonato já está quase no seu final.

Some-se a isso tudo, o clima ruim que estava no plantel, envolvendo alguns jogadores e o treinador. Por diversas vezes, fui procurado por alguns atletas que se queixavam da falta de atenção que o técnico lhes dava ou então a forma com que o mesmo os tratava. Nítidamente percebíamos o quanto o grupo não estava “fechado” com o comandante-técnico.

A pergunta agora é: Será que Erandy Montenegro vai ter tempo para fazer o time sair dessa situação? Acreditamos que sim. Não só pela qualidade do novo timoneiro, ao nosso ver, infinitamente superior ao seu antecessor, mas também pelo fator motivador que o novo técnico conseguirá dar ao elenco do Centenário das Alagoas.

Renomado, experiente e humilde o suficiente, Erandy chegou e já botou seu bloco na rua, intensificando os treinos técnicos e táticos no Alfredo Leahy, coisas essas que o torcedor estava com saudades.

Se todas essas qualidades serão suficientes para reverter o quadro no Cajueiro Grande, só o tempo e os jogos irão dizer. Quem viver, verá.

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