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Dunga, Vicente del Bosque teve comando, mesmo sendo bonachão

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Dunga, Vicente del Bosque teve comando, mesmo sendo bonachão

Ao término de mais uma edição da Copa do Mundo, que teve a Espanha, inicialmente favorita, como merecedora da conquista do título, o exemplo do seu treinador precisa ser analizado pelos “entendidos” brasileiros, aqueles que pensam que sabem tudo.

Vejamos o porque. Del Bosque assumiu a seleção espanhola, em substituição à Luís Aragonês, grande formador dessa vitoriosa equipe e sob a desconfiança de uma parte da imprensa do seu país. Com o passar dos dias, com os resultados do seu trabalho aparecendo, o novo técnico também caiu nas graças da torcida e da crônica nacional, que viam no comandante, uma pessoa simples, um bonachão, de fácil diálogo com todos e capaz de passar uma paz ao grupo de jogadores, impressionante e determinante para a união do elenco. Tudo ao contrário do que acontecia na equipe do “técnico” Dunga, um caudilho da idade da pedra e que tentou se impor líder. Na verdade, liderança não se impõe, se conquista e isso faltou ao nosso “xerife dos Pampas”.

Como ninguém consegue a unanimidade, existem aqueles que contestam a vitória da equipe ibérica, afirmando que foi uma seleção que marcou poucos gols nessa sua maravilhosa conquista. Sou obrigado a concordar, mas ao mesmo tempo, isso não quer dizer que a Espanha tenha sido uma equipe defensiva nesse Mundial. Isso pra mim é uma aberração e uma tremenda injustiça, por parte desses defensivistas de plantão. Contesto essa afirmação com as estatísticas. Apesar dos poucos gols que fez, apenas oito em toda a Copa, a “Fúria” finalizou mais de cento e cinquenta vezes, sendo talvez, a campeã que mais chutou contra o gol adversário na maior competição do futebol mundial. Esses números verdadeiros são provas incontésteis, da ofensividade do time de Del Bosque, apesar desse famigerado mantra da sempre recalcada turma do contra.

Mas maior prova de ousadia e atrevimento, aliado a muita competência do técnico espanhol, aconteceu durante a partida final jogada contra a Holanda. O jogo, que apresentava um maior domínio de bola do time espanol, persistia no empate, caminhando para a prorrogação e quem sabe, a inadmissível disputa de pênaltis. Mas o inteligente treinador, sacou do banco de reservas, três jogadores ofensivos, mostrando que queria a vitória, e foi em busca de um objetivo, que, para o bem do futebol internacional, foi alcançado. Com as entradas de Jesús Navas, Cesc Fábregas e Fernando Torres, a Espanha se tornou uma Seleção mais “furiosa” e merecedora da inédita conquista, com o gol do craque Iniesta, mas que aconteceu em grande parte, devido ao atrevimento e coragem do personagem da Copa: Vicente del Bosque.

Que os dirigentes da CBF, personalizado na figura do Sr. Ricardo Teixeira, assimile as lições dessa Copa da África do Sul e que não repita antigos erros daqui pra frente. Apesar de sermos penta-campeões, porque não copiarmos exemplos vitoriosos? Será que a nossa soberba chega ao ponto de impedir de assim procedermos?

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