Anel Viário Sul de Ribeirão Preto/SP (Foto: Entrevias/Divulgação)
Os radares com Inteligência Artificial (IA) representam uma nova geração de fiscalização eletrônica no trânsito. Diferentemente dos modelos tradicionais, que registram basicamente a velocidade do veículo, os equipamentos com IA utilizam câmeras de alta resolução e algoritmos avançados para analisar imagens em tempo real e identificar diferentes tipos de infrações.
Como a tecnologia funciona
O sistema combina sensores, câmeras e softwares baseados em aprendizado de máquina. O radar capta as imagens dos veículos que passam pelo ponto de monitoramento e o sistema de IA processa automaticamente essas informações.
Entre as principais funções estão:
- Identificação de excesso de velocidade
- Detecção de uso de celular ao volante
- Verificação de motorista ou passageiro sem cinto de segurança
- Leitura automática de placas (OCR)
- Reconhecimento de veículos com restrições administrativas
A IA consegue cruzar dados, identificar padrões e reduzir falhas humanas na análise das imagens. Após o registro da possível infração, o material passa por validação antes da aplicação da multa, conforme determina a legislação de trânsito.
Diferença para o radar tradicional
O radar convencional mede a velocidade por meio de sensores fixos ou móveis e registra a placa do veículo quando há infração. Já o radar com IA amplia a capacidade de fiscalização, permitindo a identificação simultânea de múltiplas irregularidades, mesmo quando o veículo está dentro do limite de velocidade.
Além disso, os sistemas mais modernos utilizam visão computacional, que permite reconhecer comportamentos ao volante — como o uso do celular — mesmo com o carro em movimento.
Onde já existe no Brasil
A tecnologia capaz de identificar uso de celular ao volante e ausência do cinto de segurança avança nas rodovias de São Paulo e Minas Gerais, com validação das infrações em tempo real pelas autoridades policiais.
Algumas capitais e estados estudam a implantação do modelo, especialmente em corredores de grande fluxo e áreas com alto índice de acidentes.
O que diz a legislação
O uso dos radares com IA segue as normas do (Contran), que estabelece critérios para fiscalização eletrônica. As autuações precisam passar por validação da autoridade de trânsito responsável, garantindo o direito à ampla defesa do motorista.
Impacto na segurança
Especialistas apontam que a tecnologia pode contribuir para a redução de acidentes, especialmente aqueles causados por distração ao volante — como o uso de celular, uma das principais causas de colisões nas cidades.
Por outro lado, o uso da IA na fiscalização também levanta debates sobre privacidade e transparência no tratamento dos dados captados.
Com a digitalização crescente da mobilidade urbana, os radares com Inteligência Artificial tendem a se tornar cada vez mais comuns nas cidades brasileiras, ampliando o controle e a gestão do trânsito.
