Em meio aos dias de dores a prova de que a fé tem que ser forte
Neste ‘dia de todos os santos’ marcado no calendário como o 1º de Novembro, o cemitério Jardim da Saudade localizado na periferia de Penedo, recebeu o corpo definhado e longe de parecer o André Silveira de anos atrás. Andrezão foi mais um que travou uma grande batalha contra a morte, mesmo confessando aos amigos mais próximos em dias recentes que essa seria a única certeza de sua vida.
Seu corpo foi velado numa Igreja Adventista do 7º Dia e conduzido no meio da tarde para o sepultamento. Como outros que levam consigo as paixões que viveram, Andrezão levou sob o caixão uma bandeira de campanha do último pleito eleitoral. A defesa sempre viva em torno da reeleição do prefeito Marcius Beltrão era marca presente nos dias de luta e de resistência. Além da bandeira que destacava o número 12, colocada sob a urna funeral também desceu a camisa amarela que Andrezão fazia questão de sempre usar nos últimos meses.
E com a morte vão-se também nossas paixões e sonhos. Mas para aqueles que continuam a sua trajetória terrena ficam as lembranças da determinação e vontade de viver que ele tinha, apesar de revelar que sua teimosia não prezava por seu tratamento conforme era orientado. Nesse momento penso que muitos devem refletir ao ouvir novamente ou lembrarem dos áudios comoventes, mas determinados e confiantes que Andrezão postava em vários grupos das redes sociais. Um dos últimos ele dizia: “Pessoal estou internado na UPA, podem passar por aqui pra me visitar”. Quem foi lá?
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