Programa visa ampliar bolsas para alunos de escolas particulares.
O Programa Universidade para Todos (Prouni), concede descontos de 50% ou 100% nas mensalidades de faculdades privadas, com regra primordial para aqueles que prestaram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Essa regra até então vigente, além de critérios de renda, também tem como exigência que o candidato tenha estudado durante os três anos do ensino médio em escolas públicas ou bolsista integral em escolas particulares.
Em decisão, o presidente Jair Bolsonaro, liberou o acesso ao programa para alunos que cursaram o ensino médio em colégios particulares, não sendo bolsistas integrais. Diante desta ampliação do público-alvo, muitas associações de universidades privadas comemoram a decisão e afirmam que ela irá colaborar para aumentar o número de alunos nas universidades e por consequência diminuir o número de vagas ociosas. Muitos especialistas e entidades passaram a debater essa decisão, pois ela pode ampliar o índice de desigualdade educacional no Brasil.
“O que acontece é: se você deixa só o aluno de escola pública participar do Prouni, está restringindo universo potencial de ingressantes”, afirma Rodrigo Capelato, diretor-executivo do Semesp. Especialistas em educação temem que haja maior exclusão dos mais pobres, que de acordo com o Censo da Educação Básica 2020, apenas 12,26% dos matriculados no ensino médio brasileiro estão em escolas privadas. Com essa decisão, especialistas defendem que deve acontecer um melhor estudo, assim poderá direcionar melhor as decisões que mudarão a educação do futuro em nosso país.
