E depois das promessas pagas no período da quaresma, chegamos à Semana Santa. Período em que muitos jejuam e participam fielmente dos ritos católicos, marcando a passagem da data em que nos lembramos da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. Época de confissão e arrependimento. Momento de expulsar o ódio e o orgulho do coração e deixar que Deus faça morada em nós. A Semana Santa é o grande retiro espiritual das comunidades eclesiais, convidando os cristãos à conversão e renovação de vida.
Sempre confiei que o mesmo Deus que é misericórdia, também é justiça, e Ele, somente Ele, pode ver o verdadeiro sentimento que insiste em fazer morada no coração daqueles que dobram seus joelhos pedindo perdão e clemência, mas viram as costas ao seu vizinho que vive o drama da falta de emprego, dignidade e respeito. Lembra-se do Cristo representado nas encenações das Paixões com atores globais e esquecem o Cristo de carne e osso que vive no meio de nós.
É importante ressaltar que viver a experiência com a Paixão de Cristo é mergulhar num mistério de salvação. É importante lembrar, ainda, do compromisso de entrega que foi ofertado a Deus a partir do momento em que nos decidimos por Ele e por suas causas, para que a única consequência seja a salvação da humanidade. Nem todo aquele que diz a mim: ‘Senhor, Senhor!’ entrará no Reino dos céus, mas somente o que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus (Mt 7:21).
Que a reflexão da Semana Santa esteja além dos peixes entregues pelas mãos dos políticos para um desjejum que muitas vezes provoca náuseas. Que o sentimento de vida nova e ressurreição possam ir além dos ovos de páscoa que trazem a representação do coelho capitalista em substituição ao filho de Deus. Que acima de tudo, nós possamos medir a nossa capacidade de fazer o bem, não apenas durante uma semana, mas que possamos mesmo com todas as dificuldades, buscarmos além de uma semana, UMA VIDA SANTA.
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