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33% dos brasileiros consideram senado preparado para avaliar impeachment

A medida que o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT) avança no Congresso Nacional, o Instituto Vox Populi divulgou no último sábado, 30 de maio, pesquisa onde informa que 33% dos brasileiros consideram que os senadores são mais preparados que os deputados para avaliar o processo de impeachment.

De acordo com a pesquisa, 25% acham que senadores são tão preparados quanto deputados, 22% acham que nenhum dos dois estão preparados, 7% acham os senadores menos preparados e 14% não quiseram opinar.

Em todas as rodas de conversa e senadinhos a bola da vez é sempre o impeachment da presidenta Dilma. Porém uma comissão do Senado está analisando a admissibilidade da abertura do processo para que a partir daí seja votado na comissão e no Plenário do Senado antes de ser aberto e Dilma afastada por um período de 180 dias para apresentar sua defesa.
Essa semana recebi por e-mail um texto do Juiz de Direito aposentado e escritor João Baptista Herkenhoff de Vitória/ES. Abaixo transcrevo o texto do magistrado!

Não procede o caminho do impeachment como forma de protesto. Só a configuração de crime de responsabilidade, praticado pela Presidente da República, poderia dar embasamento ao impeachment. Não se configurou prática de crime por Dilma Roussef. Se está sendo incompetente no exercício do cargo, isto é outro assunto. Fosse nosso sistema de governo parlamentarista, Dilma poderia ser derrubada. No presidencialismo, não.
O respeito à Constituição deve ser defendido pelos cidadãos que apoiam o Governo e por aqueles que se colocam contra o Governo. A Constituição não pertence a um partido, a um líder politico, a um setor da sociedade, nem é jornal que se deixa de lado depois de lido. É um pacto nacional, sustentáculo da Democracia.
Vitória, ES, maio de 2016. João Baptista Herkenhoff, Juiz de Direito aposentado e escritor.

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