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Biblioteca e seus aspectos históricos, sociais e culturais

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Biblioteca e seus aspectos históricos, sociais e culturais

Hoje vivemos a era da informação e da tecnologia, mas nem sempre foi assim. Os registros do conhecimento datam das mais antigas civilizações. O homem, desde os primórdios, sentiu a necessidade de registrar as informações obtidas por meio de suas vivências. Para isso, lançou mão dos mais diversos recursos. Como suporte para esses registros utilizou a pedra, o bronze, o ouro, o pergaminho, o papiro, entre outros. Os chineses criaram o papel a partir do aproveitamento de trapos e tecidos usados, chamando-o papel de seda. Em nossos dias a fonte principal de celulose, matéria-prima para produção do papel, é a madeira. Com a invenção da imprensa por Gutenberg, surgiu o livro impresso, composto de papéis costurados e posteriormente encapados, possibilitando a confecção de vários exemplares de um mesmo livro, tornando-o popular e democrático. Entretanto, o acesso ao livro e à leitura, ainda nos dias de hoje, é privilégio de poucos, embora existam inúmeros projetos, campanhas e preocupação dos educadores a esse respeito. Em termos de Brasil, por exemplo, percebemos pais e professores que não foram leitores durante a infância, tornaram-se adultos avessos a livros e consequentemente incapazes de incentivar e motivar seus filhos e alunos ao hábito da leitura.

Podemos considerar a história do livro como diretamente ligada à história da humanidade e ao seu desenvolvimento social, cultural e econômico. A existência das bibliotecas antecede ao livro. Na antiguidade os tipos de biblioteca eram as minerais compostas de tábuas de argila, as vegetais e animais formadas por rolos de papiros ou de pergaminhos. Sabemos, entretanto, que os registros da escrita eram acompanhados por aqueles que detinham o poder.

Assim, a história, a transmissão de conhecimento e a informação eram registradas e repassadas pelas classes sociais dominantes. A informação era manipulada e as bibliotecas, não passavam como seu nome sugere, de meros depósitos de livros.

Ao falarmos de Biblioteca, devemos considerar os vários tipos e funcionalidade, de acordo com sua missão. Assim temos: a Biblioteca Infantil dedicada a crianças, com acervo constituído basicamente de obras infanto-juvenil; a Biblioteca Escolar situada em escolas e apoiando os trabalhos de alunos e professores; a Biblioteca Pública que atende ao público geral, funcionando como o centro de informação da comunidade; a Biblioteca Especializada vinculada a entidades especializadas e tratando de assuntos determinados; a Biblioteca Especial atendendo a um tipo específico de usuário, como uma Biblioteca para cegos; a Biblioteca Nacional responsável por destinada a reunir e preservar toda a produção bibliográfica do país; e a Biblioteca Universitária que é integrada pelas universidades e faculdades apoiando os cursos e estudos realizados.

Como vimos, durante muito tempo as bibliotecas funcionaram como depósito de livros, porém nos dias atuais vivemos novos paradigmas, frente às novas transformações da sociedade, onde as necessidades reais do ser humano e das organizações evoluem constantemente. As bibliotecas, então, atendendo as novas exigências, passaram a funcionar como organismos vivos das instituições a que pertencem.

Nesse contexto, a biblioteca pública é considerada porta de acesso para o conhecimento, atendendo a todos sem nenhum tipo de discriminação, incentivando o hábito da leitura, valorizando a cultura e preservando a memória. Deve ser pensada como um espaço vivo e dinâmico, que venha atender as reais necessidades de informação da comunidade.

Os municípios alagoanos em sua quase totalidade possuem bibliotecas públicas e, graças às parcerias com o Ministério da Cultura, foram contemplados com acervo devidamente catalogado conforme as regras internacionais da biblioteconomia, mobiliário e equipamentos adequados para o bom funcionamento das bibliotecas. Podemos dizer então que Alagoas vem avançando no setor bibliotecário, mas ainda é necessária a conscientização dos governantes quanto à importância da atuação de profissionais habilitados para administração e dinamização desses espaços de leitura e construção de conhecimentos.

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