Cícero Lima garantiu em entrevista à Rádio Penedo FM que a delegacia sob comando de Natário era uma ?boca de fumo?
Na última sexta-feira (06), depois da operação desencadeada em Penedo, o presidente da Comissão, o delegado Cícero Lima, que investigou o desaparecimento da grávida Roberta Dias, afirmou que a Delegacia Regional de Penedo era uma ‘boca de fumo’. Após as fortes declarações, a Associação dos Delegados de Polícia do Estado de Alagoas (Adepol), saiu em defesa de Rubem Natário.
Depois de emitir uma nota oficial à imprensa alagoana, em apoio ao ex-titular da 7ª DRP, o presidente da Adepol, Antônio Carlos Azevedo Lessa, concedeu entrevista à Rádio Penedo FM (97,3 Mhz e www.penedofm.com.br), nesta segunda-feira (09). Segundo o também delegado, Natário quem pediu apoio a Deic para investigar o caso.
“Quero esclarecer os últimos acontecimentos na região. Do ponto de vista da diretoria, as denúncias envolvendo o delegado Rubem Natário, foram precipitadas. Visto que, o inquérito ainda não foi concluído. As reportagens disseram que a delegacia de Penedo era uma ‘boca de fumo’ sob a sua gestão, bem como, estaria atrapalhando as investigações do caso Roberta Dias. Natário quem pediu apoio a Delegacia de Instigações e Capturas (Deic). Inclusive, passou todas as informações que tinha apurado em investigação. A solicitação aconteceu devido a regional não possuir estrutura”, disse
Ainda de acordo com Carlos Lessa, no decorrer das investigações com relação ao assassinato do jovem Daniel Araújo, Natário tinha pedido a prisão preventiva de Jorge da Branca. “Rubens Natário também enviou pedido de quebra dos sigilos fiscais e telefônicos, inclusive, a prisão de do cidadão conhecido na região por ‘Jorge da Branca’. A prisão dele seria de extrema importância para a elucidação do assassinato do jovem raptado em uma lan house da cidade. Então, é com muita cautela que, a Associação dos Delegados de Polícia emitiu uma nota de apoio ao delegado Rubem Natário”, explicou.
Precipitado entes da conclusão do inquérito policial
Para o líder da entidade de classe dos delegados, Cícero Lima foi precipitado em fazer as denúncias. “Estamos atentos e precavidos, aguardo o desfecho das investigações. Cícero Lima foi impetuoso, antes mesmo de concluir as investigações, ter passado para a sociedade estas informações”, criticou o presidente da Adepol, Carlos Lessa.
