Juízes brasileiros se destacaram no Mundial da Turquia
A arbitragem brasileira esteve bem representada na final do 16º Campeonato Mundial Masculino de Basquete. O árbitro catarinense Cristiano Maranho apitou o confronto entre Estados Unidos e Turquia pela conquista do título, no último domingo (12). Além de Maranho, o paulista Marcos Benito foi o outro representante brasileiro nas quadras turcas, dentre os 40 árbitros nomeados pela Federação Internacional de Basquete (FIBA).
Cristiano Maranho, de 36 anos, integra o quadro de arbitragem da FIBA desde 1998 e acaba de arbitrar sua primeira final em um Mundial. Além disso, tem em seu currículo diversas competições internacionais como o Mundial do Japão (2006), os Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro (2007) e a Olimpíada de Pequim (2008).
— Foi inexplicável arbitrar uma final de Mundial. Trabalhei minha vida toda para estar naquele momento, ainda mais ao lado de caras bons como os que trabalharam comigo. Apitei ao lado do italiano Luigi Lamonica e do espanhol Juan Arteaga, que arbitram na Euroliga. Foi uma emoção muito grande entre 40 árbitros ser um dos três merecedores de estar final. A arbitragem brasileira sempre foi muito bem representada nas competições internacionais. Tenho a consciência de que devemos manter o nível de arbitragem lá em cima e estamos trabalhando para isso — afirmou Maranho.
Marcos Benito, de 32 anos de idade, é árbitro internacional desde 2004 e já apitou a final do Mundial Juvenil masculino (2007), a Copa América em Porto Rico (2009) e, este ano, o Torneio Sul-Americano, em que o Brasil conquistou o título. Essa foi sua estreia num Mundial masculino.
— São mais de 20 anos de muito trabalho, dedicação e comprometimento com a arbitragem. Estou super feliz e honrado de ter feito parte desse grupo que contém os melhores árbitros do mundo. A arbitragem brasileira é muito respeitada internacionalmente e sabemos que a responsabilidade é grande — disse Benito.
Maranho apitou total de oito jogos no Mundial. Na fase de classificação arbitrou: Rússia x Porto Rico; China x Costa do Marfim; Grécia x Turquia; China x Rússia e Grécia x Rússia. Depois nas oitavas-de-final apitou ainda Sérvia x Croácia; nas quartas-de-final Turquia x Eslovênia e a final entre Turquia x Estados Unidos. O árbitro fala da partida mais difícil em que trabalhou nessa competição.
— A partida mais tensa e difícil foi decididamente na fase de classificação entre Grécia e Turquia, porque são dois países com rivalidade histórica. Em quadra, não tive nenhum problema de confusão entre os atletas, fora a pressão, que foi muito grande. Até o primeiro ministro da Turquia veio assistir à partida. A expectativa foi grande de todos os lados — comentou Maranho.
Benito que arbitrou em cinco partidas na fase de classificação: Angola x Sérvia; Sérvia x Alemanha; Argentina x Angola; Argentina x Jordânia; Angola x Austrália. Rússia x Nova Zelândia, pelas oitavas-de-final. E na semifinal Estados Unidos x Lituânia. O árbitro paulista comenta a participação no Mundial, além da melhor e pior partida que arbitrou no Mundial.
— Foi muito emocionante participar desse Mundial. A partida mais difícil foi entre Rússia e Nova Zelândia, porque foi um jogo truncado e nada técnico. Já a partida mais tranquila foi entre EUA e Lituânia, essa foi uma disputa bem técnica e com atletas de alto nível. Ter apitado a semifinal foi muito importante para minha carreira. Estou muito contente, pois apesar do bom trabalho que fiz sei que a concorrência era grande — finalizou Marcos Benito.
