Manifestantes denunciaram a demora no cumprimento de acordos firmados durante o processo de recuperação judicial da empresa - Foto: Giraldo Freitas/AquiAcontece
Ex-trabalhadores da Usina PAISA realizaram na manhã desta quarta-feira, 27 de maio, uma manifestação pacífica em frente à Vara da Justiça do Trabalho, em Penedo, cobrando do Grupo Toledo o pagamento de créditos trabalhistas acumulados há mais de uma década.
Com faixas estampando frases como “Recuperação judicial não é desculpa, pague os trabalhadores da Usina PAISA já” e “Grupo Toledo pague os direitos trabalhistas”, os manifestantes denunciaram a demora no cumprimento de acordos firmados durante o processo de recuperação judicial da empresa.
De acordo com integrantes da comissão dos trabalhadores, centenas de famílias aguardam o recebimento de verbas trabalhistas reconhecidas judicialmente. Os credores afirmam que o plano de pagamento apresentado e acordado em 2023 não foi efetivamente cumprido, mantendo ex-funcionários sem acesso aos valores considerados de natureza alimentar.
Os trabalhadores também demonstraram preocupação com a promessa de utilização de créditos oriundos do antigo Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA), extinto em 1990, como forma de quitação das dívidas trabalhistas por meio de precatórios. Segundo os manifestantes, não existe previsão concreta para que esses recursos sejam liberados, já que o referido fundo existe desde antes mesmo da recuperação judicial da PAISA e do Grupo Toledo, iniciada em 2017.
Outro ponto levantado durante o ato foi a suposta contradição entre a alegada dificuldade financeira da empresa e os investimentos realizados no período de recuperação judicial. Os trabalhadores afirmam que a PAISA continuou operando normalmente, com investimentos em tecnologia e produção agrícola, além de manter processamento estimado em cerca de 500 mil toneladas de cana-de-açúcar.
Durante a manifestação, os ex-funcionários cobraram mais transparência no processo, a definição de um cronograma concreto para pagamentos ainda em 2026 e o efetivo cumprimento das obrigações estabelecidas judicialmente. “Direito trabalhista reconhecido não é favor. É obrigação legal e deve ser pago”, destacaram os credores durante o protesto.





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