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Política

Após liminar, vereador de Maceió acusa JHC de tentar calar e intimidar adversários políticos

Decisão liminar aponta irregularidades no processo e desmonta perseguição política contra Rui Palmeira

A suspensão, pela Justiça de Alagoas, da rejeição das contas do ex-prefeito de Maceió Rui Palmeira, referentes ao exercício de 2019, ganhou novos contornos políticos e reacendeu o debate sobre a condução política do grupo liderado pelo também ex-prefeito da capital, JHC, apontado como pré-candidato ao Governo de Alagoas nas eleições de 2026.

A decisão liminar reconheceu indícios de irregularidades no processo de julgamento realizado pela Câmara Municipal de Maceió, especialmente quanto ao descumprimento do quórum qualificado previsto no Regimento Interno da Casa. Segundo o magistrado, a rejeição das contas exigia pelo menos 18 votos favoráveis, mas o placar alcançou apenas 13 votos na primeira votação e 14 na segunda, motivo pelo qual os efeitos do decreto legislativo foram suspensos até o julgamento definitivo da ação.

Para Rui Palmeira, a decisão representa a derrota de uma articulação política que, segundo ele, teve como objetivo enfraquecer adversários e retaliá-lo após as críticas direcionadas à administração municipal.

O vereador afirma que passou a ser alvo de perseguição política depois de denunciar a aplicação de cerca de R$ 117 milhões de recursos do Instituto de Previdência dos Servidores de Maceió (IPREV) em títulos do Banco Master sem cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Na avaliação de Rui, a tentativa de rejeitar suas contas fazia parte de uma estratégia para desgastar sua imagem pública e dificultar sua atuação como fiscalizador da gestão.

“Desde o primeiro momento tive a convicção de que a verdade prevaleceria. Tentaram me intimidar e impedir que eu continuasse denunciando irregularidades. A Justiça reconheceu que havia vícios graves nesse processo. JHC não conseguiu me calar e não vai conseguir jamais”, declarou.

Nos bastidores políticos, a decisão fortalece o discurso de opositores de JHC, que passaram a apontar um suposto padrão de enfrentamento aos adversários por meio de articulações políticas e institucionais. Aliados de Rui Palmeira avaliam que a liminar desmonta uma estratégia que buscava enfraquecer sua imagem perante a opinião pública e comprometer sua trajetória política, construída ao longo de duas décadas de vida pública.

Enquanto a ação segue tramitando na Justiça, Rui reafirma que continuará exercendo seu mandato de vereador e sua pré-candidatura a deputado federal mantendo uma postura de fiscalização sobre a administração municipal.